POLÍTICA

Processos da farra dos plantões tentarão recuperar R$ 700 mil

Valor é equivalente ao que foi pago a profissionais por plantões não realizados, conforme denúncia ocorrida em 2014

Gisele Barcelos
Publicado em 27/08/2019 às 22:23Atualizado em 17/12/2022 às 23:45
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Divulgação

Carlos Bracarense, controlador do município, explica que os 15 processos estão no âmbito administrativo, mas com acompanhamento do Ministério Público

Servidores envolvidos em esquema da farra dos plantões respondem a processo administrativo para ressarcimento dos cofres públicos. Ao todo, 15 processos foram abertos pela Controladoria Geral do Município para tentar recuperar aproximadamente R$700 mil em valores pagos aos profissionais por plantões não realizados. 

De acordo com o controlador-geral do município, Carlos Bracarense, os processos estão sendo realizados na instância administrativa, mas com acompanhamento pelo Ministério Público. Dos 15 processos abertos, cinco já resultaram em acordo com os servidores e algo em torno de R$90 mil foram ressarcidos aos cofres públicos. “Alguns estão devolvendo os valores e outros que tinham créditos a receber da Prefeitura fizeram a compensação”, pondera.

Ainda conforme Bracarense, outros quatro processos ainda estão em tramitação e na fase de defesa dos funcionários. O restante está aguardando ainda a citação dos servidores denunciados. “Estamos com dificuldade de achar as pessoas. Talvez tenham prestado serviço na cidade e não residem mais aqui. Estamos tendo cautela para fazer a notificação. Caso não seja possível, faremos o aviso por edital e dar continuidade”, salienta.

O esquema denominado farra dos plantões foi denunciado em 2014 pela própria Controladoria Geral do Município. A apuração interna constatou fraude nas escalas de trabalho da UPA do Mirante e recebimento indevido de plantões por profissionais, o que resultou na abertura de processo administrativo contra 18 servidores acusados de envolvimento no esquema. Além disso, a denúncia foi encaminhada ao Ministério Público e resultou em uma ação judicial por improbidade administrativa contra nove profissionais. Os acusados inclusive tiveram os bens sequestrados pela Justiça. 

Em meio à polêmica, também ocorreu a exoneração do secretário de Saúde na época, Fahim Sawan. Prefeitura justificou na época que o desligamento do cargo foi solicitado pelo próprio Fahim por motivos particulares e não tinha relação com as irregularidades verificadas na pasta.

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