Professora estadual Ana Paula de Castro diz que o objetivo é pressionar o Município para uma ação mais efetiva de fiscalização de festas clandestinas em Uberaba (Foto/Divulgação)
Protocolada ontem no Ministério Público, representação cobra a intervenção do Judiciário para determinar que a Prefeitura intensifique a fiscalização de festas clandestinas e siga as diretrizes do comitê técnico de enfrentamento à Covid-19 para estabelecer as próximas medidas para conter o avanço da pandemia na cidade.
Autora da petição, a ex-candidata a vereadora pelo PT e professora estadual Ana Paula de Castro posiciona que o objetivo é pressionar para uma ação mais efetiva de fiscalização de festas clandestinas na cidade, pois os eventos não seguem as regras de distanciamento social e causam aglomerações que facilitam a transmissão do vírus.
Além disso, Ana Paula afirma que a representação cobra a presença de um médico infectologista e, também, dos técnicos do Observatório Covid da UFTM no comitê técnico de enfrentamento para respaldar as futuras deliberações. “Não há um estudo para fazer decretos e tomar decisões [...] Medidas restritivas devem ser adotadas de acordo com o comitê técnico”, salienta.
Apesar de defender mais restrições, a autora da representação pondera que não é a favor do lockdown e a medida não faz parte das solicitações feitas ao Ministério Público. “As pessoas precisam trabalhar e quem está trabalhando está cumprindo as regras sanitárias”, defende.
No documento apresentado à Promotoria, a autora da denúncia ainda questiona falta de transparência nos dados referentes à Covid-19 em Uberaba e requer a apresentação de indicadores referentes à atual situação da cidade. “O que é colocado no boletim [pela Prefeitura] não condiz com a realidade que a gente vê nas UPAs”, encerra.