Credores do candidato a prefeito Adelmo Carneiro Leão (PT) acionam a reportagem do Jornal da Manhã para reclamar da dívida não paga da campanha eleitoral de 2012. O publicitário Diogo Paiva Gomes prestou serviços de comunicação impressa e visual por meio de uma agência de publicidade. De um contrato de 95 mil, existe ainda uma nota emitida e não paga no valor de R$68,5 mil, que tenta, sem sucesso, receber. Situação semelhante é do gráfico Vicente de Paula Resende Fernandes. Ele prestou serviços que totalizaram R$95 mil, mas recebeu apenas R$60 mil. Ambos também estranham que os valores já pagos pelo então candidato, com cheques da campanha e o respectivo CNPJ, sequer foram lançados na prestação de contas final enviada ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). Eles defendem o rigor da análise da documentação apresentada pelos candidatos pela Justiça Eleitoral para que sejam constatadas possíveis irregularidades na emissão dos cheques de campanha e a devida comprovação das despesas. “Se houvesse o confronto destas informações, seria possível diagnosticar várias ilegalidades”, coloca o publicitário. Procurado pelo JM, o petista preferiu não posicionar de forma individual e visto que a questão, segundo ele, “implica muitos atores” e ainda a assunção do PT – responsável pela dívida da campanha. Já o advogado responsável, Paulo Martinelli, assegurou que todos os pagamentos serão feitos a partir da retificação da prestação de contas do candidato junto ao TRE-MG. Conforme esclarece, vários credores deixaram de apresentar documentações, como recibos, notas fiscais, entre outras, e, por isso, não constaram na prestação de contas encaminhada à Justiça Eleitoral. A partir da retificação, que já esta sendo preparada, todos serão incluídos do documento e, consequentemente, serão chamados para receber. Porém, os pagamentos serão feitos por ordem cronológica, ou seja, pelas datas das emissões das notas fiscais. Paulo Martinelli também confirmou que o PT se responsabilizou pelo pagamento da dívida do candidato, a qual garante ser de pouco mais de R$100 mil.