Na primeira semana de reuniões na Câmara de Uberaba, que abriu os trabalhos legislativos do ano no dia 10, ao menos 40 proposições de lei entraram em tramitação na Casa, a grande maioria de autoria do Executivo. Destes, 12 tratam de doação de áreas e concessão de benefícios às empresas, tais como Zebu Carnes, Sorriso e Uberaba Comércio Ambiental. De autoria dos vereadores, tramitaram várias matérias voltadas às alterações no Regimento Interno da Câmara, entre elas, o Projeto de Resolução 05/14, de Samir Cecílio (SDD), que integra a pauta da reunião desta segunda-feira, dia 17. A proposição visa assegurar a participação, em plenário, de representantes legais de empresas que vierem a se beneficiar de áreas ou incentivos fiscais concedidos pelo Município. Ano passado, durante a votação de propostas dessa natureza, alguns empreendedores contemplados não participaram das reuniões, situação inadmissível, disse à época Samir, que agora traz o projeto para análise de seus pares. A proposta altera o § 1º do artigo 207, da Resolução nº 2.363, de 30 de dezembro de 2006, que dispõe sobre o Regimento Interno. A pauta da sessão desta segunda também prevê a votação do Projeto de Emenda à Lei Orgânica 07/13, cujo primeiro signatário é o vice-presidente do Legislativo, vereador China (SDD). A matéria visa assegurar que a Câmara tenha autonomia para apresentar matéria de ordem tributária, inclusive relacionada à isenção de impostos, ao alterar a redação do Artigo 100, para que contemple a realidade jurídica em se tratando de questão tributária, já consagrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), justifica o autor. Além de China, assinam a emenda os vereadores Kaká Se Liga (PSL), Luiz Dutra, o presidente da Câmara, Elmar Goulart (ambos do SDD), Ismar Marão (PSB), Marcelo Borjão (DEM) e Afrânio Lara Resende (Pros). A matéria tem que ser votada em dois turnos, impreterivelmente, com intervalo de dez dias entre uma votação e a outra, sendo necessário no mínimo dez votos para aprová-la. Para vigorar, basta a promulgação, que é de competência da Mesa Diretora, sem necessidade da sanção do prefeito. O texto foi incluído na pauta na semana passada, porém, foi retirado de votação. Um grupo de vereadores tenta convencer China a arquivar a proposta porque, segundo argumentam, mesmo se aprovada não terá eficácia nenhuma, já que a Câmara não tem autonomia para apresentar fonte de custeio em caso de isenção tributária. (RG)