Projeto da construção da fábrica de amônia em Uberaba continua vivo, mas sem recursos definidos por parte da Petrobras para investimentos. A informação foi repassada pelo Ministério de Minas e Energia ao prefeito Paulo Piau (PMDB), que cumpre agenda em Brasília desde quarta-feira (6).
A apresentação do relatório financeiro da Petrobras esta semana acendeu o sinal de alerta em relação ao projeto. Conforme o balanço, a estatal registrou em 2012 o menor lucro dos últimos oito anos e houve queda de 36% em relação ao ano anterior. Além disso, a presidente Graça Foster apontou que a situação será ainda mais difícil este ano. A preocupação quanto aos números já resultou até em mobilização no Senado para que a gestora seja chamada para audiência pública sobre a política de preços e de investimentos da petrolífera.
Apesar da confirmação sobre a inexistência de recursos para o investimento, o prefeito afirma que as articulações políticas não serão interrompidas e reforça que o projeto é importante em âmbito nacional. “As ações políticas vão continuar. Afinal, é interesse do governo que o projeto da planta de amônia não pare, em que pesem as dificuldades orçamentárias da Petrobras”, assegura.
Desta forma, Piau também esteve ontem em Belo Horizonte para reunião com os presidentes da Gasmig, José Carlos de Mattos, e da Cemig, Djalma Bastos de Morais, para discutir a implantação do gasoduto. Segundo ele, as duas empresas estão firmes quanto ao projeto e houve receptividade do governo mineiro em relação à parceria. “O que precisamos é sentar para conversar e avançar de forma prática. Nós estamos fazendo a nossa parte. O mais importante é que Uberaba hoje tem essa interlocução tanto com o governo federal quanto com o governo do Estado, o que muito nos favorece”, salienta.
O prefeito conta que trabalhará junto aos representantes da Cemig e da Gasmig para marcar uma reunião entre o governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) e o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão (PMDB), para aparar possíveis arestas e avançar na implantação do duto, que é pré-requisito para a construção da fábrica de amônia em Uberaba. “O Brasil sabe da importância dos projetos de Uberaba e nós estamos atentos a todas as movimentações e nos colocando à disposição para agir na linha de frente”, finaliza.