As financeiras que usam do expediente de abordar as pessoas na rua para oferecer seus serviços devem ficar atentas ao projeto de lei aprovado ontem pela Câmara e que proíbe essa prática. A matéria, de autoria do Executivo – mas que é originalmente de iniciativa do presidente do Legislativo, Luiz Dutra (PDT) – visa proteger os consumidores das instituições financeiras, correspondentes bancários e demais empresas que colocam seus agentes para captar clientes.
O PL 250/11 recebeu 11 votos favoráveis e um contrário, de Jorge Ferreira (PMN), para quem o texto traz também a proibição a qualquer tipo de vendas através de abordagem em via pública. Já Marcelo Borjão (DEM) aproveitou a discussão para cobrar do Executivo o envio da matéria que proíbe o assédio moral no serviço público. No ano passado o democrata apresentou uma proposição com esse teor, que foi considerada inconstitucional por ser de atribuição da Prefeitura.
Segundo lembra, houve um compromisso de encaminhar o projeto à Casa e já se passou mais de um ano e até agora nada. Se dirigindo ao presidente Dutra, Borjão solicitou que a Casa faça uma cobrança oficial ao Executivo, especialmente porque a proposta tem o apoio de seus colegas. O pedetista se comprometeu em enviar um ofício à PMU.
Quanto à fiscalização das financeiras e congêneres, o secretário Ricardo Sarmento (Trânsito e Transportes Especiais e Proteção de Bens e Serviços Públicos) informa que ficará a cargo do Departamento de Posturas. Os abusos serão encaminhados ao Procon para as providências cabíveis.