Tentativa de implantação do gasoduto e início das construções do alcoolduto em Uberaba têm capítulos decisivos. Na última terça-feira (23), o presidente da Gasmig, José Carlos de Mattos, entregou à Petrobras o projeto que pretende levar o gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol) de São Paulo a Goiás e ao Distrito Federal, passando por Uberaba.
A ideia é construir um canal de transporte, no qual a Petrobras investiria R$ 2 bilhões. Os investimentos da Gasmig virão depois, com a construção da rede que vai interligar o ramal principal aos clientes da empresa, entre eles, a Fosfertil, em Uberaba.
As ligações dentro de Minas ficariam por conta da Gasmig e a Fosfertil seria a âncora do projeto. Para avaliá-lo, foi criado um grupo com participantes dos três Estados interessados. Eles terão entre 30 e 60 dias para apresentar sua conclusão sobre a viabilidade do empreendimento.
Enquanto isso, o início das obras do alcoolduto será definido em reunião entre o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, João Franco, e o presidente do consórcio PMCC, Alberto Guimarães, na próxima semana. O encontro está marcado para quarta-feira (1°), em local ainda não definido.
De acordo com João Franco, após este diálogo, Guimarães visitará Uberaba para discutir a parte prática do processo. “Estarão presentes também produtores de açúcar e, sobretudo, álcool, para conhecer os detalhes do projeto e analisar as adesões ao negócio”, informa.
O secretário voltou a garantir a conclusão da construção até o fim de 2010 e confirmou a observação de potenciais parceiros do alcoolduto, que escoará a produção no trecho Uberaba (MG)-Paulínia (SP) até os portos de São Sebastião (SP) e Ilha d’Água (RJ). A obra está inclusa no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e prevê aportes em torno de 2,05 bilhões de dólares.
O chefe da pasta também revelou que, atualmente, representantes da Camargo Correa têm trabalhado para acertar os últimos detalhes referentes ao terreno onde será implantado o projeto. Trata-se de uma área de 70 mil metros quadrados no DI-3, próximo à Fosfertil. “São questões relacionadas às documentações, mas tudo dentro do previsto e nada que atrapalhará ou atrasará as ações”, garante. “Já os representantes da Petrobras têm cuidado da parte prática”, explica.