POLÍTICA

Promotoria determina perícia para apurar possível superfaturamento em pergolados

Gisele Barcelos
Publicado em 09/10/2021 às 07:36Atualizado em 18/12/2022 às 16:31
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Foto/Arquivo

Denúncias encaminhadas ao Ministério Público contestam os valores gastos para a instalação de 25 pergolados ao longo da Leopoldino de Oliveira

Dando andamento ao inquérito civil instaurado para apurar superfaturamento em instalação de pergolados no centro da cidade, o Ministério Público determinou nesta semana a realização de perícia para verificar se houve irregularidades na contratação da empresa.

O procedimento foi instaurado em julho do ano passado, mas ficou parado no fim de 2020 por causa da pandemia de Covid-19 e depois por mudanças na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. Agora, as investigações voltam a avançar.

Denúncias encaminhadas à Promotoria estadual contestavam os valores gastos para a instalação de 25 pergolados ao longo da avenida Leopoldino de Oliveira.

O preço para execução do serviço foi questionado inicialmente em vídeo publicado nas redes sociais. A gravação apontava que o preço pago à empresa de paisagismo estaria acima do praticado no mercado.

Na época, o vídeo apontou que a Prefeitura pagou cerca de R$10 mil por pergolado, enquanto orçamento realizado em empresas locais apresentava cerca de R$4 mil para compra do material e execução do mesmo serviço.

A postagem ainda informava que uma pesquisa foi feita em cinco madeireiras da cidade com os mesmos critérios do edital e apenas duas trabalhavam com o mesmo modelo de madeira utilizado, mas apresentavam valores bem abaixo do que demonstrado na licitação.

Conforme os números apresentados no vídeo, o preço pelo material ficaria em torno de R$3 mil e a mão de obra, R$1 mil, totalizando R$4 mil por pergolado.

O conteúdo do vídeo foi apresentando pelo então vereador Kaká Carneiro, que protocolou representação junto ao Ministério Público. No documento, ele também questionou sobre possível ligação da empresa contratada para a instalação dos pergolados, a MFA Serviços de Limpeza Urbana, e a Lara Central de Tratamento de Resíduos, que atua na coleta de lixo de Uberaba e estava sendo investigada pela Polícia Federal sobre possível desvio de verbas públicas. 

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