O presidente do PSDB, Luiz Cláudio Campos, veio a público ontem afirmar que os gastos com publicidade no governo de Anderson Adauto em 2008 foram eleitorais. A afirmação foi feita após a publicação do parecer técnico contábil do Ministério Público Estadual, que apontou um gasto excessivo da administração municipal com publicidade em 2008.
Segundo Campos, esta situação apenas confirma o que o partido disse durante todo o período eleitoral. “Sempre falamos que estava ocorrendo uso da máquina pública. Este parecer do MP apenas cristaliza o que sempre dissemos. Houve uso eleitoral”, disse o dirigente. O tucano afirmou ainda que os gastos nos dois primeiros trimestres (R$ 2.056.168,03) “demonstram que a administração tentava abaixar o índice de rejeição do candidato à reeleição Anderson Adauto, com artifícios da publicidade. Ele destacou ainda a foto de AA na agenda que foi entregue junto com 14 mil kits escolares e a própria contratação irregular de mais de dois mil servidores, conforme ação do promotor José Carlos Fernandes”. Ele disse que espera uma ação da Justiça, inclusive com cassação de AA.
Hospital. Campos também rebateu a afirmação da prefeitura, que, em matéria publicada ontem, afirmou que o governador Aécio Neves tinha um passivo com o município. “Como presidente do partido, definitivamente não posso aceitar isso. Quem tem passivo com a cidade é o prefeito, ao ter que devolver recursos ao município quando for sentenciado em alguma ação. O governo do Estado implementou várias ações na cidade e, novamente, demonstra compromisso ao destinar recursos para a construção do hospital”, disse o tucano. Ele afirmou que desde antes da eleição o hospital foi um projeto do deputado Fahim Sawan, que se encontrou com o secretário de Estado da Saúde, Marcus Pestana, e com o próprio ministro da Saúde, José Gomes Temporão, para tratar do assunto.
De acordo com Campos, o secretário Pestana revelou ainda que se encontrou com o prefeito por coincidência e que por respeito o atendeu. “O secretário disse que a única vez que alguém do município agendou uma reunião com ele foi para pedir algo de cunho pessoal. Esta carta-consulta terá que ser precedida por um projeto muito maior que um hospital, pois foi assim que Uberlândia e Juiz de Fora conseguiram os recursos. E era isto que Fahim iria fazer. Não basta querer erguer um prédio, é necessária a estruturação do setor de saúde como um todo”, afirmou ele. (KR)