Passadas as eleições municipais de 2012, os partidos políticos vão se acomodando ante aos resultados verificados nas urnas
Passadas as eleições municipais de 2012, os partidos políticos vão se acomodando ante aos resultados verificados nas urnas. O PSOL, por exemplo, que manteve-se neutro no pleito e sequer lançou candidatura majoritária ou proporcional terá uma postura de oposição ao próximo Governo Municipal. Quem informa é o presidente do Diretório local, Eustáquio Reis, ponderando apenas que não será uma oposição pura e simples, mas no sentido de acompanhar as ações e cobrar o cumprimento de promessas de campanha.
“Nossa intenção não é atrapalhar, é colaborar”, esclarece o dirigente partidário, acrescentando ainda que o PSOL ficará de olhos bem abertos, especialmente em relação às demandas voltadas ao meio ambiente e combate à corrupção. Eustáquio observa que o prefeito eleito de Uberaba, Paulo Piau (PMDB) vem das bases do hoje deputado federal Marcos Montes (PSD) e do atual chefe do Executivo, Anderson Adauto (sem partido) e não representa o novo. Além disso, na sua opinião, ele defende o agronegócio, como ficou explícito ao relatar o texto do novo Código Florestal Brasileiro, daí a atenção com o meio ambiente. “Como cidadão e militante político vamos cobrar o cumprimento das suas propostas, mas não faremos oposição por oposição”, reiterou o presidente do PSOL, partido que entrará em uma fase de reorganização interna a partir do ano que vem.
No PTdoB, que rachou internamente na eleição deste ano, quando uma ala apoiou a candidatura derrotada de Fahim Sawan (à época no PSDB, hoje sem partido) e outra a de Paulo Piau, a expectativa é de pacificação. Pelo menos é o que garante Adriano Leal, que chegou a comandar a sigla durante o processo eleitoral, mas foi destituído pela comissão provisória ainda vigente, a qual é presidida por Marcelo de Oliveira, desde 18 de agosto.
Leal conta que sentou-se na sexta-feira, 30 de novembro, com o deputado estadual João Bosco, que veio a Uberaba para o encontro “Triângulo de Lideranças”, com quem tratou inclusive da questão jurídica que envolve a sigla, rescaldo do pleito. Conforme destaca, o parlamentar recebeu uma lista tríplice com nomes para compor a próxima provisória, a qual trás, além da sua indicação, a de Ildeu Menezes e de Paulo Celso Dias, o Paulinho do Boa Vista.
De acordo com Leal, superada a questão jurídica, um dos três assumirá o partido com aval das Executivas nacional e estadual. (RG)