“Nossa decisão será institucional.” A afirmação é do presidente municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), Valdemar Pamplona, sobre qual será o comportamento partidário no segundo turno. Ele adianta ainda que não há pressa para as definições.
De acordo com o ex-candidato Adelmo Leão, ele deve procurar os comandos estadual e nacional do partido para ouvir as orientações sobre qual posição deve ser tomada pelo PT. Em meio a estas discussões, o diretório municipal vai “sentar à mesa”, ainda esta semana, com os dirigentes dos partidos que sustentaram a candidatura do petista, na coligação “Uberaba não pode parar” – PSL, PRTB e PRB. “Queremos avaliar a campanha para depois tomarmos uma decisão em conjunto”, afirma.
Pamplona não descarta a possibilidade de a legenda manter a neutralidade – postura que vem sendo cogitada por alguns petistas. “Este posicionamento pode acontecer, mas nossa decisão, de qualquer forma, será coletiva”, informa. Ele também garante que não há prazo para que os acordos sejam fechados pelo grupo. “Não estamos com pressa. Temos tempo para tomar nossa decisão. Queremos fazer uma aliança de projetos e não de apoio”, comenta.
O dirigente admite não ter sido procurado por nenhum dos dois candidatos que disputam o segundo turno, mas revela que alguns correligionários já foram sondados por representantes das coligações que sustentam as candidaturas de Antônio Lerin (PSB) e Paulo Piau (PMDB). “O que eu acho ruim, pois se formos firmar algum tipo de apoio, este será decidido pelo partido como um todo, e não de forma individualizada”, assegurou.
Para Adelmo Leão, a decisão deve ainda levar em conta o que é mais interessante para o PT. “Tudo faz parte de um projeto. Precisamos discutir o que é mais interessante neste momento para decidirmos como vamos nos posicionar”, afirmou. O petista também coloca que existe a possibilidade de não haver nenhum posicionamento partidário em torno das duas candidaturas. “Podemos não ter nenhum como referência no segundo turno”, finaliza.