A meta é preparar um nome para candidato a deputado federal e lançar Grilo na disputa pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais (Alemg).
De acordo com o presidente da legenda, Carlos Antônio Catapretta, os planos ainda precisam ser discutidos com o próprio vereador e com o empresário Oscar Lacerda, figura de peso no partido. Questionado sobre a coesão interna, Catapretta prefere não se manifestar antes do encontro com Heli e Kakai.
Quanto às coligações, o presidente mostra-se disposto a retornar à base aliada do prefeito Anderson Adauto. Segundo ele, o partido está na oposição, mas está aberto para uma reaproximação. "Nada impede de conversar. Vamos procurar ter o melhor relacionamento possível com o governo. Queremos o melhor caminho para o PTC", disse, repetindo que tudo dependerá ainda de discussão interna sobre o assunto.
No entanto, Catapretta também não descarta a possibilidade dos representantes da legenda serem convidados para assumir cargos na equipe de Fahim Sawan ou do governador Aécio Neves, em Belo Horizonte, o que seria importante para manter a legenda em evidência. "Ainda vamos ter essa conversa com o deputado", afirma. Segundo o líder partidário, o momento agora é para reestruturar o grupo e ampliar o número de pessoas filiadas. Ele estima cerca de 530 filiados atualmente e pretende dobrar o número nos próximos dois anos.
Catapretta analisa ainda o resultado das eleições na Câmara foi satisfatório, apesar do PTC ter perdido a cadeira no Legislativo. "Infelizmente, não conseguimos eleger o Grilo, mas fizemos Itamar. Queremos agregar novos nomes até as próximas eleições municipais e lançar uma chapa pura", encerra.