Em reunião com sindicalistas ontem, o prefeito posicionou que não haverá reajuste para o funcionalismo este ano. Até mesmo o percentual da inflação foi descartado
Foto/Neto Talmeli
Paulo Piau se reuniu ontem com os representantes dos três sindicatos do funcionalismo e revelou a situação enfrentada pela Prefeitura
Em reunião com sindicalistas ontem, o prefeito Paulo Piau (PMDB) posicionou que não haverá reajuste para o funcionalismo este ano. Até mesmo o percentual da inflação foi descartado. O chefe do Executivo antecipou apenas a possibilidade de aumento no tíquete-alimentação, mas ainda não divulgou qual seria o valor.
A resposta sobre a negociação salarial foi dada às lideranças do SSPMU (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba), Sindae (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgoto de Uberaba) e Sindemu (Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba).
Piau justificou que o quadro financeiro do país se reflete diretamente na Prefeitura, o que leva à queda na arrecadação do município. Por isso, ele argumentou que não será possível conceder qualquer tipo de aumento aos servidores públicos. “Tentamos de tudo. Buscamos todos os dados, avaliamos cada possibilidade, mas não é possível dar nenhum reajuste. É de conhecimento geral que na atual administração avançamos muito junto aos servidores e queríamos dar uma boa notícia, mas o Brasil tá quebrado e as perspectivas não são boas. Vamos apertar ainda mais o cinto e fazer mais cortes, inclusive de pessoal. Queremos garantir o pagamento dos salários e serviços essenciais”, sentenciou.
Por outro lado, o prefeito adiantou que será possível oferecer aumento no tíquete por causa do trabalho em andamento para corte de gastos nas secretarias. Segundo ele, a negociação ainda não foi finalizada e a definição sobre o valor do tíquete será anunciada aos sindicatos até a terça-feira (12).
O chefe do Executivo explicou que o resultado dos cortes vai dizer o que poderá ser feito em termos de aumento do tíquete. Ele conta que a equipe econômica já se reuniu com a Secretaria da Saúde, que é a maior pasta da Prefeitura, e hoje será a vez da Educação, a segunda maior pasta. Todas as secretarias passarão pelo pente-fino, que apontará onde é possível haver contenção de gastos.
Na reunião, Piau ainda assegurou aos sindicalistas que as outras solicitações que não envolvem recursos financeiros serão avaliadas pelo Executivo para ser atendidas.