O clima esquentou na Câmara Municipal de Uberaba (CMU), após a não implantação da Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar possíveis irregularidades nos gastos com as passagens pelo Executivo Municipal.
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Durante a sua fala, o autor do pedido de criação da CEI, vereador Marcos Jammal (PSDB), disse que é preciso “honrar as calças que se veste”, quando se empenha a palavra. O parlamentar fez referência à vereadora Ellen Miziara (PL), que retirou a assinatura do pedido, ao pedir que ela “honrasse a calcinha que veste”.
“Coloca assinatura, retira assinatura, depois coloca novamente e retira. Daqui a pouco, vai pedir música no ‘Fantástico’”, disse Jammal.
A vereadora Ellen rebateu a fala do colega. “Eu acredito no que eu tenho que fazer, e não no que os outros querem o que eu faça. Agora, quantos vereadores assinaram os pedidos de CEI, da vereadora Luciene Fachinelli? Foram 12. E quem não assinou o pedido da vereadora agora se acha no direito de criticar os que não assinaram o pedido do vereador Jammal? Eu exijo respeito e faço do meu mandato o que acredito ser o correto”, frisou.
Até o procurador-geral da Câmara, Diógenes de Sene, manifestou-se diante dos questionamentos de alguns vereadores sobre o parecer técnico do departamento. “Eu atuo aqui tecnicamente. Se algum dia, no exercício da minha função, eu agir politicamente, não posso estar aqui. O meu trabalho é auxiliá-los juridicamente para que exerçam suas funções legislativas. O meu parecer sobre o pedido de CEI é baseado no que diz o Regimento Interno da Casa. Nunca foi a minha opinião pessoal”, justificou.