POLÍTICA

Relator da Comissão Processante pede cassação para Jorge

Os vereadores passaram mais de três horas analisando o relatório elaborado por José Severino e ele definiu a conclusão do relatório com bem elaborada

Mára Santos
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 12:28
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O vereador José Severino Rosa (PT), relator da Comissão Processante que apura denúncias contra o vereador Jorge Ferreira (PMN), vai pedir a cassação do colega por quebra de decoro parlamentar. Severino apresentou ontem aos demais colegas da comissão – presidente Luiz Humberto Dutra (PDT) e vogal Cléber Cabeludo (PMDB) – o relatório final do trabalho. Segundo o relator, as acusações e o conteúdo constantes nos autos do processo pesaram na sua decisão.

Os vereadores passaram mais de três horas analisando o relatório elaborado por José Severino. De acordo com o presidente da Comissão, foram três meses muito exaustivos. Ele definiu a conclusão do relatório com bem elaborada. “Tudo que foi apresentado nos autos foi analisado detalhadamente pelo relator. José Severino demonstrou habilidade e sensatez, capacidade invejável na condução do trabalho. Ele me surpreendeu”, destacou Dutra, acrescentando que vota junto com o relator, favorável à cassação de Jorge Ferreira.

A pedido do vereador Cléber Cabeludo, o documento só será entregue ao presidente da Câmara, Lourival dos Santos (PCdoB), na próxima segunda-feira (8). O vereador pediu um prazo para analisar as razões arguidas pelo relator.

Como Cléber não pôde permanecer até o término do trabalho dos membros da Comissão, Luiz Dutra decidiu, juntamente com Severino, se reunirem hoje novamente. “O relatório já está pronto, mas queremos deixar definida a posição do vereador Cléber, que ainda não se manifestou. Quero deixar bem claro que não temos nada contra os vereadores ou o denunciado. Nossa decisão foi baseada em estudos dos autos, por isso quero que os demais colegas votem com consciência”, acrescentou José Severino.

Para Dutra, informações da Comissão Processante comungaram com as mesmas apresentadas pelo Ministério Público. “Assédio e improbidade administrativa foram apuradas. São dois fatores que recaem no decoro parlamentar”, explicou.

Após a entrega do relatório ao presidente Lourival dos Santos será definida a votação do documento em plenário pelos demais vereadores.

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