Secretaria Municipal de Saúde prestou contas para vereadores ontem e expôs a situação do custeio do Hospital Regional. Pelos números apresentados na audiência pública, Estado deve R$36,3 milhões em repasses para a manutenção da estrutura no período de janeiro de 2020 até agosto deste ano. O relatório aponta que a dívida do Estado com o Município na área da Saúde atinge os R$71,6 milhões de 2020 até agosto deste ano. Desse montante, R$36,3 milhões são apenas para o Hospital Regional, o que representa mais de 50% do débito. Os números também mostram que a baixa participação dos municípios da macrorregião na manutenção do Hospital Regional continua sendo um problema. Com isso, registra-se um déficit no ano de R$5,6 milhões, comparado à previsão orçamentária. A cidade que mais deve é Araxá, que deveria repassar R$1,455 milhão no ano, mas até agora não repassou nada. Além de Uberaba, apenas seis prefeituras estão repassando verba para o custeio do HR: Água Comprida, Campo Florido, Conquista, Planura, Sacramento e Veríssimo. Juntas, as seis cidades da região contribuem com somente R$64.564,33 por mês para a manutenção do hospital. Já Uberaba entra com um montante mensal de R$500 mil para o custeio da estrutura, enquanto R$1.633.085 vem do governo federal. O balanço do segundo quadrimestre de 2021 também indica que, de maio a agosto, o total de receitas para a área da Saúde foi de R$130.601.056,36. Do montante, R$49.732.904,11 vieram do governo federal (38,08%), R$20.158.287,20 (15,44%), do Estado, e R$60.493.892,73 (46,32%) foram recursos próprios do município. Houve ainda R$215.972,32 (0,17%) em repasses de outras prefeituras da macrorregião. A despesa liquidada no acumulado no ano chega aos R$224,5 milhões, sendo R$126,6 milhões para atendimentos de média e alta complexidade. Nos primeiros oito meses, foram R$3,4 milhões para investimentos, R$83,5 milhões para pessoal e R$137,5 milhões com custeio. Ainda conforme os dados divulgados na audiência, os recursos destinados ao enfrentamento da Covid-19 foram de R$1.960.486.194,68 no período. Polêmica. A reunião online que realizava a prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde foi interrompida por um hacker, que colocou emojis racistas e imagens pornográficas na transmissão ao vivo. O problema aconteceu durante a parte final da leitura do relatório de 127 páginas, que precisou ser interrompida. O responsável pelo ataque virtual ainda não foi identificado.
Em nota, a Câmara Municipal informou que providências estão sendo tomadas sobre a invasão ocorrida durante a reunião. De acordo com o procurador da Casa, Diógenes Sene, foi registrado um Boletim de Ocorrência com a Polícia Militar. Ainda segundo ele, serão tomadas todas as medidas necessárias para levantar as informações devidas sobre a questão.