O documento foi apresentado em audiência pública ontem na Câmara Municipal de Uberaba e demonstrou que a receita total da pasta no período chegou a R$224,9 milhões
Em 2016, a Prefeitura de Uberaba manteve próximo de 30% os investimentos (com recursos próprios) no setor de Saúde. A receita total no período chegou a R$224,9 milhões. Foi o que demonstrou o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) em todo o ano passado. O documento foi apresentado em audiência pública ontem na Câmara Municipal de Uberaba (CMU). As despesas com Saúde, por programa, ficaram da seguinte forma: Defesa da Ordem Jurídica, R$2,1 milhões (0,95%); Gestão da Política de Saúde, R$8,2 milhões (3,69%); Atenção Básica em Saúde, R$56,7 milhões (25,24%); Sistema de Regulação Assistencial, R$58,6 milhões (26,10%); Assistência de Média e Alta Complexidade e Ambulatorial e Hospitalar, R$8,9 milhões (35,12%); Assistência Farmacêutica, R$2,4 milhões (1,11%); Vigilância e Promoção da Saúde, R$17,5 milhões (7,79%). Entre as informações repassadas pela secretaria, respondendo a questionamentos dos vereadores, foi informado que atualmente a Saúde conta com 2.500 servidores, que representam um gasto de 40,55% do total de investimentos realizados na área em 2016. No ano passado foram registrados 687 óbitos nas duas UPAs, entre mais de 200 mil atendimentos realizados. Além disso, o secretário Iraci Neto explicou que o repasse do SUS fica muito abaixo do que realmente é gasto pelo município. Ele citou como exemplo uma cirurgia que custa R$5,2 mil e o repasse é de apenas R$200. Iraci também destacou, no decorrer da reunião, que a população está envelhecendo cada vez mais, o que provoca impacto significativo nos gastos com a Saúde. Um dos médicos participantes aproveitou para falar sobre os problemas que a categoria tem vivenciado nas UPAs, como pagamento de salários atrasados e ausência de direitos trabalhistas, como forma de justificar o “estado de greve” atual da categoria. Os vereadores Alan Carlos (PEN), Ismar Marão (PSD), Rubério Santos (PMDB), Agnaldo Silva (PSD), e Kaká Carneiro (PR) também participaram da reunião. Entre os participantes estavam representantes do Conselho Municipal de Saúde, inclusive a presidente Maria José Cunha Freitas, além de médicos das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e técnicos da Secretaria de Saúde. Pró-Saúde. Ficou estabelecido que a audiência seria focada apenas em prestação de contas, mas o vereador Kaká Carneiro e outros participantes da reunião fizeram questionamentos sobre os serviços prestados pela organização social Pró-Saúde na gestão das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). Foi solicitada por participantes da audiência a continuidade da investigação do escândalo que ficou conhecido como a “farra dos plantões”.