O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (14) e cobrou uma reação dos ministros diante da crise que envolve integrantes da Corte.
Em entrevista à Mathias TV, Renan afirmou que não seria possível aceitar decisões de ministros do STF que, segundo ele, estariam relacionadas a um escândalo de corrupção. O candidato também defendeu que uma decisão considerada ilegal não deveria ser cumprida.
“A decisão que é fruto da árvore envenenada não se aceita”, afirmou.
Durante uma coletiva de imprensa, Renan Santos afirmou que haveria uma “operação de blindagem geral” no STF para proteger diferentes grupos políticos.
Segundo o candidato, essa suposta blindagem envolveria Daniel Vorcaro, pessoas ligadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o grupo político de Flávio Bolsonaro (PL).
As declarações foram feitas por Renan no contexto das suspeitas que envolvem o STF e o ministro Alexandre de Moraes. O plenário da Corte tem sessão extraordinária marcada para esta terça-feira (15) para discutir o caso.
Renan também afirmou que, caso a sessão termine sem consequências, o processo eleitoral poderá ser colocado sob suspeita.
“Se isso terminar em pizza, se isso terminar em nada, nós temos uma eleição que vai ser suspeita”, declarou.
O candidato defendeu ainda o afastamento de ministros, sem especificar na declaração apresentada quais ministros deveriam deixar os cargos.
Renan Santos também voltou a atacar o adversário Flávio Bolsonaro (PL). Ele afirmou que a campanha do senador estaria se beneficiando da falta de repercussão sobre o caso envolvendo o filme “Dark Horse”, que também é alvo de investigação.
Segundo Renan, a candidatura de Flávio dependeria de que os eleitores não acompanhassem as suspeitas relacionadas ao caso.
As declarações fazem parte da disputa eleitoral para a Presidência da República em 2026.