POLÍTICA

Revitalização do rio São Francisco vai custar mais de R$ 30 bilhões

Prorrogada por reiteradas vezes, a obra no Velho Chico vai demandar R$ 30,8 bilhões até 2025, segundo comitê da bacia

Publicado em 25/06/2018 às 08:31Atualizado em 17/12/2022 às 10:54
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Alexandre Guzanshe/EM/DA Press

Prorrogada por reiteradas vezes, a obra no Velho Chico vai demandar R$ 30,8 bilhões até 2025, segundo comitê da bacia

Sofrendo todo tipo de degradação, maior dia após dia, o rio São Francisco cobra alto preço pelo peso da ação humana. RR 30,8 bilhões é o volume de recursos necessários para a nova promessa de socorro a um dos mais importantes rios da bacia hidrográfica brasileira, segundo estudo técnico que começou a ser elaborado em 2014 e só foi finalizado no início do mês. O documento elenca ações de revitalização do chamado Rio da Unidade Nacional, que nasce na Serra da Canastra, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e percorre 2,8 mil quilômetros até desaguar no Oceano Atlântico, atingindo uma população de 18 milhões de pessoas, moradoras de 505 municípios de seis estados (MG, BA, GO, SE, PE e AL) e do Distrito Federal.

Uma das principais metas do estudo é a utilização de 80% dos recursos financeiros em preservação do manancial. O desmatamento é apontado como uma das principais causas da degradação ambiental. Enquanto promessas de revitalização não saíram do papel, desde que o assunto começou a ser abordado, o manancial vem sendo sufocado pelo desmatamento acelerado, retirada de matas ciliares, assoreamento, lançamento de esgotos e outras formas de poluição.

Apenas recentemente que o governo federal anunciou medida no sentido de preservação e revitalização do São Francisco, por meio de um programa de conversão de multas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em projetos com essa finalidade.

O investimento de 30,8 bilhões ainda deve proporcionar o aumento da vazão e melhora da qualidade da água, tanto os afluentes quanto da calha principal do São Francisco. Entre as ações mais urgentes estão saneamento básico, implantação de redes de monitoramento, estudo hidrológico, combate à erosão, recuperação de nascentes, programas de recomposição florestal e educação ambiental.

*Com informações do Estado de Minas

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