Candidato do PL afirma que seguirá na corrida eleitoral e diz ter apoio reafirmado de Flávio Bolsonaro na reta final da campanha
Flávio Roscoe (PL) afirmou que não pretende desistir da candidatura ao governo de Minas Gerais, mesmo após receber investidas dentro do próprio partido para abrir mão da disputa. A declaração foi dada na madrugada desta quarta-feira (30), após o debate entre os candidatos na TV Globo.
Segundo Roscoe, pressões políticas são comuns na reta final das eleições e não alteram sua decisão de permanecer na corrida. O candidato afirmou ainda que Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a Presidência da República, reafirmou o apoio à candidatura mineira.
Roscoe também mencionou o coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, e o deputado federal Nikolas Ferreira entre os nomes que, segundo ele, mantêm apoio à sua candidatura.
Nos bastidores, a pressão pela retirada da candidatura de Roscoe e por um apoio a Cleitinho Azevedo (Republicanos) ganhou força nos últimos dias. A movimentação é associada à tentativa de concentrar votos do campo da direita em Minas e fortalecer o projeto nacional do PL. Aliados de Roscoe, porém, já haviam negado qualquer mudança de rumo na campanha.
Ao comentar a possibilidade de oferecer contrapartidas para que candidatos abandonem a disputa, Roscoe afirmou que pretende seguir até o fim. Ele disse que sua candidatura é baseada em um projeto próprio e que não teria como objetivo negociar espaço em um eventual governo.
A declaração ocorre na última semana antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, em um momento de intensa movimentação entre as candidaturas. Na segunda-feira (28), reportagem de O TEMPO já havia mostrado que a pressão para que Roscoe apoiasse Cleitinho havia aumentado na reta final.
Roscoe também afirmou que não considera ter sofrido pressão indevida e disse que, em sua avaliação e na de Flávio Bolsonaro, sua candidatura contribui para a disputa eleitoral. A última pesquisa DATATEMPO mencionada pelo candidato o colocava com cerca de 3,1% das intenções de voto.