O vereador Samuel Pereira (PR) apresentou moção de repúdio à escola de samba do Rio de Janeiro Imperatriz Leopoldinense, em virtude do enredo escolhido para o Carnaval/2017, que, segundo ele, marginaliza os produtores rurais brasileiros.
A moção é dirigida ao presidente da escola, Luiz Pacheco Drumond. O parlamentar lembra no documento que a Imperatriz homenageia o Parque Nacional Xingu e critica o desmatamento; mostra o cacique Raoni como guardião da floresta, vestido de super-herói. Por outro lado, diz Pereira, vai ao extremo, com ala batizada de "fazendeiros e seus agrotóxicos", "olhos da cobiça", "chegada dos invasores", "chora verde" e outros, colocando o segmento como "bandido, invasor e criminoso". “Acreditamos ser louvável falar das belezas naturais e da preservação, mas o discurso usado é ultrapassado e altamente tendencioso”, comentou Samuel.
Para o parlamentar, a sustentabilidade, inegavelmente, é praticada pelo setor produtivo. Primeiro porque o meio ambiente é sua matéria-prima primeira e, depois, pelas rígidas leis do ordenamento jurídico no país. “É muito trabalho para colocar alimento de qualidade na mesa dos brasileiros”, justifica Samuel.
O vereador diz ainda que a agricultura reúne 49 milhões de hectares e as áreas indígenas, 112 milhões de hectares. A agricultura produz 180 milhões de toneladas de grãos e as áreas indígenas: zero. A agricultura responde por mais de 30% do PIB brasileiro. A agricultura gera milhares de empregos.
“Enquanto o Brasil busca pôr fim à farra e a Imperatriz prepara sua festa, tem gente trabalhando para pagar a conta e tem impedido que a nossa economia não se degringole ainda mais. O setor do agronegócio é um dos mais importantes, especialmente neste momento de crise. É quem tem segurado a balança comercial brasileira”, ressaltou o vereador Samuel Pereira.