POLÍTICA

Saúde acumula quase 500 ordens judiciais de compra de remédios

Crise na distribuição de medicamentos pelo governo estadual impacta diretamente no município, que recebe as determinações da Justiça

Marília Mayer
Publicado em 31/05/2019 às 22:20Atualizado em 17/12/2022 às 21:19
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Paciente com doença de Chron acionou a reportagem do JM Online porque está há dois meses sem medicamento de alto custo para o controle da doença, chamado mesalazina. A crise na distribuição de medicamentos por parte da Superintendência Regional de Saúde impacta diretamente o município. 

Segundo o secretário municipal de Saúde, Iraci Neto, a pasta acumula cerca de 480 ordens judiciais, obrigando a Prefeitura a fornecer medicamentos. “A gente tem uma quantidade exorbitante de ações judiciais e o município, logicamente, tem que recorrer porque não é responsabilidade direta. Na semana passada nós tivemos posicionamento do STJ na questão do medicamento de alto custo, que não pode ser nas costas do município”, explica Iraci Neto. Ainda conforme o secretário, aproximadamente 200 pacientes buscam medicamentos estratégicos e de alto custo na farmácia do Estado. O aumento das ordens judiciais causa sobrecarga financeira, de energia laboral e administrativa.

A Superintendência Regional de Saúde esclareceu que os motivos da falta de remédios estão relacionados com o atraso no pagamento dos fornecedores pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, atraso de entrega pelos fornecedores e pelo Ministério da Saúde, insucesso nos processos licitatórios e problemas com matéria-prima. Ações prioritárias estão sendo realizadas para a regularização dos estoques. Entre as medidas estão negociações com fornecedores, cobrança dos inadimplentes e, perante o Ministério da Saúde, a solicitação de participação em atas de compras da União e de outros estados.

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