Às vésperas do início de greve dos professores municipais, diretores das escolas da rede se reuniram ontem com a secretária
Foto/Enerson Cleiton-PMU
Às vésperas do início de greve dos professores municipais, diretores das escolas da rede se reuniram ontem com a secretária municipal de Educação, Silvana Elias, para definir como será o funcionamento das unidades na próxima semana. A titular da pasta afirma que não haverá coerção dos educadores para trabalhar e posiciona que o direito de greve está assegurado aos profissionais que quiserem aderir ao movimento.
Segundo Silvana, a reunião com os diretores foi apenas para alinhar questões administrativas, pois é preciso um levantamento prévio dos profissionais paralisados para reorganizar o transporte escolar e também a merenda nos dias de greve. “Foi uma conversa técnica e com imparcialidade”, declara. A secretária afirma que a questão será acompanhada ao longo do fim de semana com os diretores para comunicar os pais dos alunos que não terão aula a partir de segunda-feira (27).
Silvana afirma que algumas providências foram tomados no caso dos estudantes de tempo integral, e professores que não aderirem à greve vão dobrar turno para cobrir as lacunas. Já nos demais casos em que o profissional estiver paralisado, a turma será dispensada. Até o momento, a secretária argumenta que a adesão à greve não está grande e existem escolas estarão funcionando com 100% dos professores. “Por agora, o índice de paralisação estará tranquilo”, manifesta.
A titular da pasta ainda defende que a Prefeitura não fechou as portas de negociação com a categoria. Apenas solicitou prazo até julho para reavaliar a situação financeira do município e voltar a se sentar à mesa de negociação em caso de melhora da arrecadação.
Programação. Comissão de greve já definiu cronograma de atividades para o movimento dos educadores da rede municipal. No fim da tarde de ontem, um grupo já realizou passeada saindo da escola estadual Corina de Oliveira e se concentrou na entrada do Centro Administrativo da Prefeitura. A pauta incluiu a reivindicação por reajuste salarial para os professores do município e também protestos contra a reforma da Previdência. As atividades continuam amanhã, a partir de 10h, com ato na feira do bairro Abadia. Uma série de manifestações já foi programada até o fim da semana em diversos pontos da cidade.