Secretária Municipal de Educação, Silvana Elias nega ameaças a professores para enfraquecer o movimento grevista da categoria. Em nota, a pasta informa que nenhuma coação foi feita aos educadores e posiciona que haverá corte de ponto apenas em casos específicos para os profissionais que aderiram ao movimento.
Para a secretária de Educação, a maioria da categoria compreendeu o tempo pedido pelo governo para acompanhar a arrecadação da Prefeitura e retomar a negociação em julho. Levantamento da pasta aponta que apenas 548 dos 3.500 professores da rede municipal aderiram à greve.
Sobre as denúncias de coação, Silvana Elias afirma que nunca existiu e destaca o comprometimento do governo municipal com os servidores e com as famílias uberabenses. “Não posso fechar a escola num ato de omissão pela criança e num ato de desrespeito ao educador que quer continuar trabalhando”, comenta e continua: “É no momento de instabilidade econômica que as famílias ficam desprovidas e que o poder público precisa entrar e fazer a sua tarefa de casa”.
Quanto aos questionamentos sobre o corte no ponto, Silvana argumenta que não há obrigação legal, por exemplo, para repor aulas aos sábados da educação infantil, bem como na jornada ampliada, em que o aluno volta aos Cemeas no contraturno. “Assim, para aqueles em que não há obrigação de reposição, os cortes serão feitos, conforme determina a legislação. Para aqueles que precisam cumprir os 200 dias letivos, a reposição será assegurada e paga após o cumprimento. Não é capricho do governo, é legalidade! E tenho certeza de que os 85% que não paralisaram sabem e têm consciência das conquistas que foram feitas até agora”, esclarece.