Secretarias adjuntas podem permanecer vazias para contenção de despesas na Prefeitura, conforme o prefeito Paulo Piau (PMDB). Três adjuntos se desincompatibilizaram no último sábado (2) por causa do processo eleitoral, deixando os cargos vagos nas pastas de Administração, Desenvolvimento do Agronegócio e Desenvolvimento Social.
Piau afirma que a situação já está sendo analisada pela equipe econômica e também com os titulares de cada secretaria. O prefeito explica que vai verificar se os secretários titulares têm condições de assumir as funções referentes aos adjuntos ou se haverá necessidade de nomear substitutos. “A tendência nossa é permanecer com os cargos [de adjuntos] vagos. Quando tem um adjunto com uma missão específica, será mantido. Caso contrário, o próprio secretário pode assumir toda a responsabilidade. Isso está sendo avaliado à luz da economia”, ressalta.
O secretário-adjunto recebe salário igual a R$8.634,65. Considerando as três exonerações confirmadas no fim de semana, a economia seria em torno de R$25,9 mil por mês para os cofres municipais se os cargos permanecerem vazios.
Filiado no fim do ano passado ao PMDB, Carlos Alberto Godoy pediu desligamento do posto de secretário-adjunto de Desenvolvimento Social para postular vaga na Câmara Municipal. Hélio José de Faria Filho, também do PMDB, deixou o cargo de adjunto de Administração. Já Carlos Dalberto de Oliveira Júnior – Belzinho (PMN) – saiu do Desenvolvimento do Agronegócio para viabilizar candidatura a vereador nas eleições municipais deste ano. Outra baixa na equipe municipal foi a do presidente do Procon, Leonardo Sivieri Varanda (PMN).
Para a disputa majoritária, os secretários e os dirigentes de autarquias, fundações ou empresas públicas têm prazo até o dia 2 de junho para desincompatibilização. Mesmo assim, o presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto, que se colocou como pré-candidato a prefeito, convocou coletiva de imprensa hoje para anunciar a decisão final sobre a permanência no cargo.
Saída. Para postular vaga na Câmara Municipal em 2016, quem também se afastou das funções foi a delegada da Polícia Civil, Sandra Wazir (PSD). Neste caso, a legislação eleitoral determina o afastamento com seis meses de antecedência do pleito.