POLÍTICA

Secretário de Estado confirma proposta que salva planta de amônia de Uberaba

Conforme informações da coluna Alternativa, a proposta apresentada pela Codemig prevê a constituição de uma Sociedade de Propósito Específico capitaneada pela Codemig

Gisele Barcelos
Publicado em 25/12/2015 às 09:10Atualizado em 16/12/2022 às 20:44
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Foto/Jairo Chagas

Altamir Rôso adianta que a proposta deverá caminhar para a venda de 100% das ações da fábrica de amônia

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Altamir Rôso, confirma que a Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais) encaminhou proposta à Petrobras para compra dos ativos da fábrica de amônia em Uberaba, segundo notícia veiculada ontem no Jornal da Manhã. A companhia aguarda um posicionamento da petrolífera no início de 2016 para dar andamento à transação.

A transação é encabeçada pela própria Codemig em parceria com outras empresas privadas. Altamir explica que os nomes das parceiras privadas ainda não podem ser divulgados, nem o valor da oferta em discussão com a Petrobras. “É um assunto de certa complexidade e negociação difícil. Leva algum tempo. Estamos aguardando para o começo de 2016 um posicionamento da Petrobras, por causa do recesso de fim de ano. Esperamos ter alguma novidade positiva”, declara.

Apesar de ressaltar que a divisão acionária no negócio depende da resposta da Petrobras, o secretário estadual adianta que a proposta deverá caminhar para a venda de 100% das ações da fábrica. “A gente entende que o setor privado só entrará se for majoritário no projeto e tiver o controle acionário de todo o empreendimento. Acreditamos que caminhe nesse sentido”, acrescenta.

Rôso lembra que o próprio presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, já anunciou este mês que a venda de ações da empresa será mais rápida em 2016, dentro do programa de desinvestimentos para a recuperação da companhia. A declaração, conforme o secretário, é favorável para a transação conduzida pela Codemig. “Eu acredito que Petrobras não tem outra saída senão a venda de alguns ativos para focar na prospecção de petróleo. Isso deve ser um ponto positivo para que sejam viabilizadas a venda e a privatização da planta de amônia”, destaca.

Para o titular do Desenvolvimento Econômico em Minas Gerais, com o andamento das negociações, as soluções começam a aparecer e mostram a viabilidade para o término da planta de amônia. “É viável e precisa ter solução rápida, pois já foi investido mais de R$1 bilhão na obra”, reforça.

Conforme informações da coluna Alternativa, a proposta apresentada pela Codemig prevê a constituição de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), que teria como acionistas a Codemig Participações (subsidiária da Codemig) e potenciais interessados no projeto prospectados pelo governo mineiro. A SPE assumiria todo o passivo da fábrica de amônia, inclusive com a Toyo Setal (contratada para construir a planta) e fornecedores estrangeiros de equipamentos.

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