Ricardo Sapi afirmou que tem sido cobrado por fornecedores por falta de pagamento e reclamou sobre os funcionários fantasmas
Dificuldades em caixa do governo de Minas tem nova vítima. Trata-se do secretário estadual de Esportes, Ricardo Sapi, que entregou o cargo ao governador Fernando Pimentel (PT). O comunicado oficial será feito hoje (22) e entre os motivos está a inadimplência da pasta com fornecedores e a “falta de vontade política”.
Ainda pesam na decisão, segundo Sapi, as indicações políticas feitas para cargos na secretaria que estariam sendo alvo, inclusive, de investigações por parte do Ministério Público.
O ex-secretário alega que vem sofrendo pressões diárias na pasta, sobretudo de fornecedores. Outro ponto que Ricardo Sapi revelou para deixar a Secretaria de Esporte seriam as indicações de caráter político feitas para vagas na pasta.
Sapi afirma que, desde quando assumiu como interino, em março, os funcionários de cargos técnicos foram mantidos por ele em seus postos. Mas indicações feitas pela Secretaria de Governo estão sendo investigadas pelo Ministério Público. “São servidores que, na verdade, não atuam na pasta. O MP investiga pela suspeita de serem funcionários fantasma”, disse.
Em nota, a Secretaria de Governo afirmou que ainda não tinha sido informada do pedido de exoneração do secretário. Sobre as afirmações, a secretaria informou que as nomeações, exonerações e controle de ponto dos servidores cabe exclusivamente a pasta e seu gestor.
Sobre a informação da existência de “funcionários fantasmas” a pasta alegou que foi informada pelo secretário de Esporte em exercício em 03 de julho sobre a existência de representação protocolada a esse respeito no Ministério Público e que elas se referiam ao não cumprimento de carga horária de assessores ligados a Sapi.
A Segov ainda alegou que a Controladoria Geral do Estado instaurou procedimento disciplinar para apurar as denúncias.
*Com informações do Estado de Minas