POLÍTICA

Secretário diz que Defesa Civil deve agir de forma preventiva

Germano Vieiraressalta que, assim como outras áreas do Estado, o Triângulo enfrenta um regime de chuvas intenso e severo por conta das mudanças climáticas

Gisele Barcelos
Publicado em 31/01/2020 às 21:48Atualizado em 18/12/2022 às 03:56
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Jairo Chagas

Germano Vieira, secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, durante entrevista à Rádio JM

Defesa Civil deve agir de forma preventiva ao receber alertas de tempestades na região. A recomendação é do secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Germano Vieira, que esteve em Uberaba esta semana e concedeu entrevista exclusiva à Rádio JM

Germano ressalta que, assim como outras áreas do Estado, o Triângulo Mineiro enfrenta um regime de chuvas intenso e severo por conta das mudanças climáticas. O titular da pasta reforça que o alerta de tempestades continua em Uberaba, Uberlândia, Ituiutaba e Frutal.

Por isso, é importante que os órgãos públicos acompanhem diariamente as previsões meteorológicas para se preparar e antecipar qualquer tipo de problema. O secretário acredita que os dados meteorológicos podem municiar a Defesa Civil para proceder com a retirada antecipada de famílias de zonas de risco. “É preciso estar atento às informações atualizadas para, em áreas com risco geológico, fazer a retirada das pessoas para evitar qualquer tipo de problema humanitário e garantir a preservação da vida”, declara.

Além disso, o secretário estadual também analisou os problemas ocorridos em barragens do Estado e ressaltou que novas regras já estão em vigor em Minas Gerais para apertar o cerco em relação a esse tipo de estrutura. Segundo ele, os critérios já levaram empreendedores a rever o uso das barragens e buscar outros tipos de tecnologia. “Dos 30 empreendimentos que tínhamos de barragem, 26 foram arquivados. O que mostra uma mudança de postura para outras tecnologias”, avalia. 

O secretário de Estado também defendeu um regime de fiscalização ambiental inteligente de grandes empreendimentos. Germano afirma que a meta é atuar de forma preventiva, com um trabalho de conscientização, e evitar que infrações ocorram. “Queremos evitar que a multa aconteça. Para a Secretaria de Meio Ambiente, a multa alta ou baixa não interessa. O que interessa é não ter infrações”, encerra. 

Titular do Meio Ambiente estadual se reuniu com empresários da região 

Em reunião na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg)/Regional Vale do Rio Grande, o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), Germano Vieira, avaliou como “extremamente relevante” o programa de Fiscalização Ambiental Preventiva na Indústria (Fapi). A parceria entre o Sistema Fiemg, a Semad e a Polícia Militar (PMMG) está no terceiro ano. “Antes, os fiscais iam para campo e chegavam com cerca de 70% de multas. No primeiro ano do projeto, esse número caiu para 0,9% e, no segundo, para 7%. A expectativa é que continuemos nesse patamar”, quantificou Germano.

Conforme o analista ambiental da Regional Vale do Rio Grande, Gislandro Hudson Torres Gonçalves, a finalidade do Fapi é prestar assessoria aos empresários quanto à regularização ambiental e, ainda, incentivar boas práticas. “Três meses antes da fiscalização, visitamos a indústria para oferecer orientações de forma preventiva e, consequentemente, evitar autuações”, complementa. Workshops e acompanhamento técnico e jurídico pela Gerência de Meio Ambiente da Fiemg são algumas das vantagens da adesão ao Fapi. 

Ainda segundo o analista ambiental, os setores fiscalizados desde o fim de 2019 sã extração de areia e cascalho, britamento de pedras, aparelhamento e beneficiamento de minerais não metálicos, fabricação de máquinas e implementos agrícolas, fabricação de móveis de madeira e confecção de calçados de couro.

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