Jairo Chagas
Secretário Carlos Eduardo Amaral se reuniu com prefeitos e técnicos do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião do Triângulo Sul
Em visita a Uberaba ontem, o secretário estadual de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, afirmou que o remanejamento de helicóptero do Samu Regional para Varginha é apenas temporário e posicionou que aeronave deve voltar para atender ao Triângulo Sul.
Segundo o titular da Saúde em Minas Gerais, o helicóptero de Varginha entrou em manutenção preventiva e houve a necessidade de remanejar a frota para não deixar a região descoberta. “O helicóptero é do Estado. São seis no total. Quando uma aeronave entra em manutenção, a gente remaneja para atender à base onde tem mais demanda histórica, como é o caso de Varginha”, pondera.
O secretário estadual ressaltou que não há interesse em tirar a base da aeronave de Uberaba. “O objetivo do Estado é que o helicóptero fique aqui. Investimos R$16 milhões na estruturação toda da base para a aeronave no Triângulo Sul e não queremos perder”, acrescenta. Entretanto, Amaral não deu prazo para o retorno do helicóptero. "Depende do tempo necessário para manutenção técnica [da aeronave com base em Varginha]. Assim que concluir, ele retorna", manifesta.
Por outro lado, o secretário estadual defendeu que é necessário que os municípios integrantes do Cistrisul (Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião do Triângulo Sul) definam a repartição do custeio para viabilizar a plena operação da aeronave na região. “Os prefeitos devem acertar o financiamento adequado. O helicóptero não pode ficar parado. Tem que estar voando”, encerra.
Com custeio e equipe médica definidos, aeronave pode voltar à região este mês. Atendimento aeromédico pode voltar a atender no Triângulo Sul ainda em setembro, mas depende de estruturação do custeio e de equipe médica para a aeronave. Deliberação foi anunciada ontem, após a reunião que envolveu os gestores da região e representantes do governo estadual.
Extraoficialmente, a informação era que a manutenção do helicóptero com base em Varginha levaria seis meses para ser concluída, o que deixaria Uberaba sem aeronave nesse período. A situação gerou desconforto entre os prefeitos que participavam da reunião.
Entretanto, sem especificar o prazo para o término da manutenção, o comandante do Batalhão de Operações Aéreas em Minas Gerais, tenente-coronel Alexandre Gomes Rodrigues, posicionou que o atendimento aeromédico no Triângulo Sul seria retomado assim que o consórcio responsável pela gestão do Samu Regional viabilizasse os recursos para o custeio e a equipe para operar a aeronave.
Mesmo que a frota do Estado ainda continue desfalcada em função da manutenção, Rodrigues afirma que um rodízio seria feito com as aeronaves na ativa para a cobertura no Triângulo Sul. “Temos a falta de um helicóptero em todas as bases. A partir do momento em que tivermos equipe [em Uberaba] disponível, iniciaremos o rodízio de uma aeronave para voltar a atender à região em definitivo, mas também pode ser deslocada para guarnecer outras áreas temporariamente”, explica.
O presidente do Cistrisul (Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgência e Emergência do Triângulo Sul), Celson Pires, manifestou que a participação financeira dos municípios para o custeio do serviço já está resolvida e os trâmites estão em andamento para contratar a equipe médica. Segundo ele, toda a estrutura deve estar pronta a partir da próxima semana para o retorno do atendimento aeromédico.