Com a hipótese de uma nova greve entre os caminhoneiros, a população tem mantido o olho aberto. No entanto, apesar do bochicho, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Uberaba e Região (STTRUR) afirmou que não fez parte de qualquer mobilização. O presidente do Sindicato, Lutero Antônio Alves, explicou que o movimento desta terça-feira, 07 de setembro, foi realizado pela categoria de caminhoneiros autônomos. No caso, o sindicato conta com caminhoneiros contratados.
Ainda de acordo com Lutero, as movimentações deste dia 7 foram políticas em favor e defesa do Presidente da República, Jair Bolsonaro, (Sem Partido) o que não vai em favor do pensamento do Sindicato em geral.
“A gente defende o direito dos trabalhadores, que nos últimos anos foi surrupiado. Perdemos com a reforma trabalhista, perdemos com a reforma da previdência, então a atual política é contrária a política que a gente defende que é o direito dos trabalhadores. Essa política aí tem prejudicado, não só a nossa categoria, mas todos os trabalhadores”, afirma.
Atualmente, o sindicato representa uma categoria de 10 mil trabalhadores da cidade de Uberaba e região. Lutero conta que são 39 sindicatos por todo o estado de Minas Gerais e as decisões são tomadas em conjunto. “Geralmente, quando a gente defende uma questão, defendemos todos juntos. E, nosso sindicato não tem nenhum movimento voltado para essa convocação do dia 7 que eu vejo mais como política”, relata.
Além do STTRUR, foi contatada a empresa VLI Logística, que trabalha com o transporte de grãos e farelos, a fim de saber se havia trabalhadores com a intenção de paralisar, porém, segundo a empresa, tanto os motoristas contratados, quando os terceirizados não indicaram adesão a população. A empresa Mosaíc Fertilizantes, que também utiliza do sistema de transporte para negócios, tentou ser contatada pela produção, porém, não foi possível contato.