Em nota, administração municipal nega que tenha solicitado a reposição aos servidores e afirma que a decisão de suspender o expediente foi da própria PMU
Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba (SSPMU), chefes de setores da Prefeitura de Uberaba estão pedindo que funcionários reponham horas não trabalhadas referente a quinta-feira (27), dia em que a cidade foi sitiada por marginais em assalto ao Banco do Brasil. Acionada pela reportagem, a Prefeitura nega que esteja exigindo reposição dos servidores.
Na ocasião, o município suspendeu as aulas e não teve expediente administrativo nos prédios públicos pela manhã, seguindo recomendação das forças de segurança.
Diante disso, a Diretoria do SSPMU quer uma explicação para a solicitação. Ofício foi enviado na terça-feira (2) ao gabinete do prefeito.
Conforme o SSPMU, muitos servidores têm outros empregos e não podem fazer hora-extra. “O SSPMU entende que não há como falar em reposição, já que o funcionalismo se ausentou por determinação da própria Prefeitura e não por falta de compromisso ou de vontade de cumprir com suas obrigações”, posiciona Luís Carlos dos Santos, presidente do SSPMU.
Em nota, a administração municipal esclareceu que a suspensão do expediente prezou pela segurança dos mais de 9 mil servidores e que a decisão não afetou serviços básicos e de saúde; além disso, os expedientes voltaram ao normal ao meio dia.
“Quanto à reposição de horas trabalhadas, segundo o secretário de Administração, Rodrigo Vieira, não existe nenhuma determinação para que haja reposição do horário suspenso, já que a medida foi uma decisão da PMU em caráter excepcional. A Administração está apurando internamente e deve solicitar ao Sindicato, inclusive, detalhes mais específicos para identificar se há, de fato, chefias que tenham demandado reposição para que a situação seja esclarecida e sanada caso haja procedência na informação”, finaliza a nota.