A permanência do caixa eletrônico do Banco do Brasil na Câmara dependerá da segurança que a instituição bancária oferecer. A explosão do equipamento instalado na Casa, no hall de entrada do plenário, na madrugada de sexta-feira, dia 30, foi amplamente discutida ontem na primeira sessão do mês. O presidente do Legislativo, Luiz Dutra (PDT) está irredutível quanto a retirá-lo do local, considerando a insegurança para quem transita pelo prédio e nas suas imediações, já que conforme revelou, a porta do caixa de 150 quilos foi lançada no meio da rua por conta da força dos explosivos.
A proposta de retirar o equipamento, conforme adiantou o Jornal da Manhã, contudo, não é unanimidade entre os vereadores, como colocou Marcelo Borjão (DEM). Para ele, se a Câmara assim o fizer, estará se acovardando. “Da forma como está, vulnerável, não pode ficar”, retrucou Dutra, citando que o caixa instalado na Câmara deveria contar com guardas próximos, assim como no Fórum Melo Viana e no Centro Administrativo da Prefeitura.
Vice-prefeito eleito, o vereador Almir Silva (PR) e o líder governista, Cléber Cabeludo, fizeram coro com o presidente do Legislativo, quando cobraram um aparato de segurança do banco. “É melhor ter a cautela agora para não enfrentarmos dissabores mais tarde”, completou Dutra. E mais: ele espera que a Casa seja ressarcida dos danos causados em suas dependências.
“Espero que o banco assuma sua responsabilidade a restaure o prédio”, disse ele, adiantando que ainda não levantou os prejuízos. A CMU também está apurando quantos e quais arquivos se perderam por conta da explosão.