A quatro dias do fim do ano, o governo de Minas Gerais ainda não definiu como será feito o pagamento do 13º salário dos servidores do Estado
A quatro dias do fim do ano, o governo de Minas Gerais ainda não definiu como será feito o pagamento do 13º salário dos servidores do Estado. A gestão do atual governo, de Fernando Pimentel (PT), termina na próxima segunda-feira (31).
A Secretaria de Estado de Fazenda informava que a escala de pagamento aos funcionários não estava acertada até a tarde de ontem, embora, na semana passada, a pasta tivesse sinalizado em nota oficial a possibilidade de liberar uma parte do benefício antes do fim de 2018.
Neste mês, várias categorias fizeram manifestações em Belo Horizonte reivindicando o pagamento do 13º salário. Na última semana, policiais civis protestaram em frente do Palácio da Liberdade. Dez unidades de saúde da capital chegaram a ficar fechadas em protesto à falta de definição. Serviços de trânsito também ficaram prejudicados.
Mesmo assim, o Estado permanece em silêncio sobre as datas para pagamento do benefício. Não houve nenhuma sinalização do Executivo nem para o funcionalismo e nem para os responsáveis pela futura gestão sobre o pagamento.
Diante do quadro, tudo leva a crer que o 13º salário dos 600 mil servidores de Minas Gerais deve ficar para ser pago integralmente na próxima gestão. Segundo o coordenador da equipe de transição, vereador licenciado Mateus Simões (Novo), o governador eleito Romeu Zema (Novo) já se prepara para assumir com essa dívida, estimada em R$2,45 bilhões. “O governo Pimentel não nos deu nenhuma informação, mas não me parece que haja qualquer possibilidade de eles levantarem o dinheiro para o pagamento. E, aparentemente, eles entendem que não devem explicações aos servidores”, afirmou.
A se confirmar o cenário, o coordenador da equipe de transição de Zema também não sabe dizer como e quando o benefício natalino será creditado na conta dos servidores. De acordo com ele, a avaliação só será possível quando o novo governo começar de fato.
No ano de 2017, a maior parte do funcionalismo recebeu o 13º em quatro parcelas, creditadas de janeiro a abril deste ano. Apenas os integrantes da Segurança e área da Saúde tiveram os valores pagos em duas vezes (dezembro e janeiro).