A Prefeitura encontrou dificuldades no modelo de gestão da companhia, não concordou com diretrizes deixadas pelo governo anterior e não pagou pelos serviços prestados
Jairo Chagas
O atraso nos repasses prejudicou o programa de modernização da companhia, anunciado no início do ano
Sem pagar a Companhia de Desenvolvimento de Informática de Uberaba (Codiub) há sete meses, a Prefeitura tem aproximadamente R$ 2 milhões para repassar à empresa pelos serviços prestados. O atraso no pagamento foi confirmado pelo presidente da Codiub, Maurides Dutra (PMDB), mas o gestor assegura que a situação será normalizada até setembro.
Maurides explica que o atraso não atingiu contratos menores com o Codau, a Cohagra e outros entes da administração indireta. O único problema foi no contrato central entre a Prefeitura e a Codiub.
Segundo o presidente da Codiub, a Prefeitura encontrou dificuldades no modelo de gestão da companhia e não concordou com diretrizes deixadas pelo governo anterior. Com isso, foram solicitadas mudanças e os pagamentos à Codiub ficaram retidos até a definição do processo. “O obstáculo foi jurídico, não foi falta de recursos financeiros da Prefeitura e nem por impasses de relacionamento”, disse, sem detalhar o que gerou o impedimento.
Maurides citou apenas que o modelo anterior de gestão sobrecarregava financeiramente algumas secretarias, enquanto a prestação de serviços era mais solicitada em pastas diferentes. Anteriormente, o prefeito Paulo Piau (PMDB) também já havia mencionado que os pagamentos à Codiub eram feitos indevidamente com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e a situação precisava ser corrigida.
O atraso nos repasses prejudicou o programa de modernização da companhia, anunciado no início do ano. De acordo com presidente da Codiub, o processo de compra de novos equipamentos para melhoria na prestação de serviço deverá começar a partir de setembro, pois a questão jurídica estará regularizada nos próximos dias. “O cronograma de investimentos iria começar em março, mas precisou ser adiado porque o dinheiro que eu pretendia receber não chegou”, observa.