Assim como o restante do funcionalismo, professores municipais também não terão qualquer reajuste salarial e nem aumento do tíquete
Neto Talmeli/PMU
Direção do Sindicato dos Educadores do Município se reuniu ontem com o prefeito Paulo Piau
Assim como o restante do funcionalismo, professores da rede municipal também não terão qualquer reajuste salarial e nem aumento do tíquete-alimentação. Representantes da categoria se reuniram ontem com o prefeito Paulo Piau (PMDB) para tratar sobre a campanha salarial deste ano. O posicionamento do governo municipal será levado para discussão em assembleia nesta terça-feira, a partir de 17h30, na Casa dos Conselhos.
De acordo com o presidente do Sindemu (Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba), Adislau Leite, a categoria já aprovou um indicativo de greve e a situação será colocada novamente em pauta na reunião de hoje. O sindicalista afirma que a negativa de reajuste para os professores já era esperada devido ao resultado da reunião do SSPMU (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba) na semana passada. Entretanto, ele pondera que ainda havia a expectativa de conseguir avançar nas negociações.
Segundo Leite, a Prefeitura justificou que não poderia conceder reajuste por causa da queda na arrecadação. O sindicalista informa que a administração posicionou que houve frustração nas receitas orçadas para este ano. Conforme noticiou o Jornal da Manhã, balanço da Secretaria Municipal de Finanças apontou que a arrecadação de fevereiro ficou R$5 milhões abaixo da estimativa.
Piau diz que prefere manter salários em dia e não cortar benefícios
Na reunião com os sindicalistas, o prefeito Paulo Piau voltou a afirmar que o município quer manter o salário e os benefícios. “Não posso fazer um compromisso que não vou conseguir cumprir. O cenário hoje não é otimista. Para mim, o sagrado é garantir o pagamento do salário em dia e manter os benefícios”, afirmou.
O secretário de Finanças, Wellington Fontes, acrescentou que qualquer alteração teria impacto negativo, com o risco de atrasar salários e até cortar benefícios como tíquete-alimentação e plano de saúde. “A economia está em recessão e sem perspectiva. E o cenário não é promissor. Hoje o salário está em dia e estamos pagando o plano de saúde e tíquete, mas não sabemos como será daqui para frente. O prefeito já nos deu abertura para discutirmos a questão novamente em julho e avaliar a economia. Se tiver melhorias, não temos por que não avançar. Mas, hoje, precisamos manter o que temos”, disse.
Já a secretária municipal de Educação, Silvana Elias, lembrou as melhorias implantadas pela atual administração municipal e destacou as dificuldades financeiras enfrentadas por causa da queda e atrasos de repasses estaduais e federais. Além disso, Silvana garantiu que a equipe já está com várias propostas de revisão do plano de carreira para discutir com o sindicato. A medida envolverá itens que não representem custos financeiros.