Programa do evento conta com apresentação de documentários, exposições e visitas aos laboratórios das fazendas experimentais
Criada em 2004 pelo Governo Federal com o objetivo inicial de apresentar à sociedade os benefícios e impactos gerados por ações de pesquisa e inovação, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que acabou se transformando em um período dedicado a ampliar a interação da comunidade, tem hoje o direcionamento todo voltado para o meio estudantil. Para se ter uma ideia, este ano a programação estabelecida pela Unidade Regional da Epamig Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba agendou uma série de minipalestras aos estudantes dos ensinos fundamental , médio e superior das redes particular e pública.
Além das palestras nas unidades da empresa em Uberaba e Uberlândia, o programa simultâneo do evento conta com apresentação de documentários, exposições e visitas aos laboratórios das fazendas experimentais, com acompanhamento técnico dos funcionários e pesquisadores. Uma recente pesquisa patrocinada pela Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia revelando que 40% da população brasileira têm pouco conhecimento ou interesse pelo tema foi determinante para que a organização do evento na região definisse o público estudantil como foco principal para o objetivo do evento.
Reginério Soares, pesquisador da unidade da Epamig em Uberaba, espera auditório lotado para a abertura da programação, nesta segunda-feira. Pesquisador licenciado da Epamig, o deputado federal Paulo Piau (PMDB), atual presidente da Frente Parlamentar da Pesquisa e Inovação, proferirá palestra sob o tema “Ciência e Tecnologia – Ação de Governo ou de Estado. Para o parlamentar, o momento é de alerta à comunidade para que seja colocado o desenvolvimento cientifico e tecnológico como um tema prioritário para o País.
Ele ressalta a importância de aplicação da pesquisa e inovação nas empresas, uma vez que até agora apenas as universidades trabalham o tema, criando um ambiente de demanda pela busca do desenvolvimento na sociedade, com objetivos voltados para o aumento de investimentos do PIB nacional no setor. “Essa é uma questão de Estado e não de Governo, com trato e política permanente”, diz. Para o deputado, um planejamento, voltado para a definição de uma política de pesquisa é o caminho para que o Brasil passe a investir mais no setor, saindo de uma aplicação hoje do Produto Interno Brasileiro (PIB) de 1,1% para atingir 2,5% como índice desejável. Essa é a meta, segundo Piau, estabelecida pela Frente Parlamentar da Pesquisa e Inovação no Congresso Nacional.