Renan Calheiros anunciou ontem que a comissão especial que analisará o processo de impeachment da presidente Dilma
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), anunciou ontem que a comissão especial que analisará o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) será instalada na próxima segunda-feira (25), quando serão eleitos presidente e relator. Os blocos partidários têm até o fim desta semana para indicar seus 21 representantes - e igual número de suplentes.
O anúncio deu início à tramitação oficial do impeachment no Senado. Na sessão plenária de ontem, já foi feita a leitura da denúncia de crime de responsabilidade contra a presidente Dilma e da autorização da Câmara dos Deputados para abertura do processo.
Foi aberto também o prazo de 48 horas para indicação dos membros da comissão especial. O prazo se estenderá até sexta-feira (22), devido ao feriado do dia 21 de abril. Renan fez um apelo para que os líderes partidários entreguem os nomes o mais rápido possível e avisou que, caso as indicações não cheguem no prazo, ele mesmo preencherá as vagas restantes.
A distribuição das vagas na comissão ficou assim: PMDB - 5; Bloco da Oposição - 4; Bloco de Apoio ao Governo - 4; Bloco Socialismo e Democracia, Moderador e Democracia Progressista - 2 vagas cada um.
O Bloco da Oposição já indicou os senadores Aloysio Nunes Ferreira, Antonio Anastasia, Cássio Cunha Lima, todos do PSDB, e Ronaldo Caiado, do DEM. Os suplentes indicados pelo Bloco da Oposição sã Paulo Bauer, Ricardo Ferraço e Tasso Jereissati, todos do PSDB, e Davi Alcolumbre, do DEM. O Bloco Moderador indicou os senadores Wellington Fagundes (PR) e Zezé Perrella (PTB) como titulares e Eduardo Amorim (PSC) e Magno Malta (PR) como suplentes.