POLÍTICA

Servidora não reconhece depoimento e nega o uso de remédio vencido

Maria Cristina Martins de Oliveira negou que tenha dito que pacientes da URS do Boa Vista tivessem recebido medicação vencida

Publicado em 05/07/2012 às 00:29Atualizado em 19/12/2022 às 18:41
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Responsável por um dos depoimentos à Comissão Especial de Investigação da Saúde considerados mais chocantes, a servidora Maria Cristina Martins de Oliveira negou ontem que tenha dito aos vereadores que pacientes da URS do Boa Vista tivessem recebido medicação vencida. A servidora, porém, confirma que os medicamentos da unidade que estão fora da validade são depositados no que chamou de “descartex”. Para ela, seu nome foi usado para prejudicar a Secretaria Municipal de Saúde.

“Se houve má-fé, e isso não sei, foi com a pessoa errada, porque não sou boba”, esbravejou a técnica em Enfermagem, que tem 30 anos de profissão, muitos deles desempenhados ao lado do titular da SMS, Valdemar Hial, o qual ela disse admirar e ter bom senso. Maria Cristina negou que esteja sendo alvo de pressão para mudar o conteúdo do depoimento, devidamente assinado. Nesse sentido, ela admite que não “prestou atenção” quando o advogado da Câmara, Marcelo Alegria, leu o conteúdo das declarações antes que o assinasse.

Maria Cristina procurou a Câmara um dia após a leitura do relatório final da CEI, que teve como presidente o vereador José Severino (PT), o vice João Gilberto Ripposati (PSDB) e relator Itamar Ribeiro (DEM). Ela foi orientada a seguir para o Ministério Público, agora responsável por dar andamento aos fatos apurados pelo colegiado. Segundo o tucano, a servidora prestou depoimento de livre e espontânea vontade e à época não se manifestou contra o conteúdo. “Se ela está revendo, deve ir ao MP, porque saiu do nosso controle, e se a comissão for chamada, está pronta a se pronunciar”, afirmou.

Conforme destacou, outras pessoas sinalizaram com o mesmo procedimento, embora não tenham prestado declaração formal. Ripposati garante que irá procurá-las e encaminhá-las ao Ministério Público. “A Comissão fez um trabalho sério e queremos a solução das irregularidades encontradas por falta de gestão”, encerrou.

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