Categoria pretende cruzar os braços a partir do dia 11, com fim somente quando os salários forem depositados nas contas dos servidores
Servidores estaduais lotados na Educação vão cruzar os braços novamente. Acontece amanhã (5) um ato om os trabalhadores da saúde e eletricitários, que também estão em greve, segundo a coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute), Beatriz Cerqueira. Ela confirmou à coluna Aparte, do jornal O Tempo, que a paralisação foi aprovada em congresso do sindicato que teve início na última quinta-feira e terminou no domingo (3).
Segundo a líder sindical, a categoria se manifesta contra o parcelamento dos salários e a volta do pagamento no quinto dia útil. Servidores confirmaram à publicação que neste mês a revolta do funcionalismo estadual é ainda maior, uma vez que o governo não divulgou as datas em que serão depositadas as parcelas do pagamento, realizadas cada vez mais tarde. E informações de bastidores asseguram que em junho, novamente, a primeira parcela não deve sair antes do dia 20.
Fonte ligada ao Sind-UTE confirmou ao jornal O Tempo que está sendo conversada paralisação maior na semana que vem, sendo convocada greve a partir de segunda-feira, dia 11, com fim somente quando o valor for depositado. A informação, contudo, não foi confirmada por Beatriz Cerqueira. Segundo a Secretaria de Fazenda, a data de pagamento das parcelas será definida ainda nesta semana.
Vale lembrar que o governo do estado continua conseguindo realizar os pagamentos, mesmo escalonados e com atraso. Mas em maio, a terceira parcela não foi paga no mês corrente – deveria ter sido depositada no dia 30 de maio, mas somente foi paga no dia 1º de junho. Ainda em maio, a primeira parcela estava prevista para o dia 16, mas só foi quitada dois dias depois. Na ocasião, o Executivo colocou na conta da lista divulgada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), que mostrava servidores sob suspeita de acúmulo ilegal de cargos.