Essa ajuda de custo é uma espécie de “indenização” paga pelo governo de Minas aos funcionários, segundo um servidor
Mais de 3.400 servidores públicos da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) receberam acréscimo nos salários em julho que impactou em R$ 24 milhões a folha de pagamento do funcionalismo em Minas. Os valores são referentes a uma “ajuda de custo” e variam entre R$ 17,62 e R$ 12.634, dependendo da carreira de cada servidor fazendário – quanto mais antigo e com cargo mais alto, maior o valor. Além dos efetivos, os funcionários de recrutamento amplo também foram beneficiários. Segundo a coluna Aparte do jornal O Tempo, mais de mil funcionários receberam ajuda de custo acima de R$ 10 mil.
Essa ajuda de custo é uma espécie de “indenização” paga pelo governo de Minas aos funcionários, segundo um servidor. “É um artifício de aumento de salário, uma maneira de burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”, explicou, afirmando que, como se trata de indenização, os beneficiários podem receber acima do teto constitucional e sem a incidência de impostos, por ser despesa de custeio.
O governo de Minas não se manifestou.
Vale pontuar que o pagamento acontece em meio ao atraso nos depósitos das parcelas dos salários, que tem irritado muitos servidores, sobretudo os aposentados. Desde fevereiro de 2016 o funcionalismo estadual não sabe o que é receber no quinto dia útil e nos últimos meses estão recebendo com o parcelamento do parcelamento, a depender do fluxo de caixa mineiro para que os depósitos sejam efetuados. Enquanto muitos funcionários públicos amargam dívidas em função dos atrasos, outros recebem bonificação.
Ainda, a última parcela do salário de julho deveria ter sido depositada no dia 31 de julho e o governo de Minas afirma ter quitado ainda ontem, inclusive aos pensionistas, sendo que somente os aposentados ainda terão que esperar os depósitos em suas contas.