Cerca de 6 mil pessoas, segundo os organizadores, fecharam o quarteirão da rua Rodrigues Caldas, em frente à Assembleia
Insatisfeitos com o parcelamento dos salários e o pagamento do 13º salário em 11 vezes, policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários ameaçam cruzar os braços nos próximos dias.
Reunidos na sexta-feira em protesto na porta da Assembleia Legislativa – no momento em que os deputados estaduais tomavam posse – e na Praça Sete, os profissionais da área de segurança pública em Minas deram ultimato ao governador Romeu Zema (Novo): até esta semana querem uma nova proposta para quitação do 13º. Caso contrário, a paralisação das atividades é questão de dias.
Cerca de 6 mil pessoas, segundo os organizadores, fecharam o quarteirão da rua Rodrigues Caldas, em frente à Assembleia, e do alto de um carro de som, representantes de cada categoria se revezaram em discursos de protesto ao governo estadual e reclamação da falta de dinheiro para pagar as contas.
“Se o Zema não pagar, nós vamos parar”, gritavam a todo instante. “Governo nenhum se mantém sem a segurança pública”, alertou um policial. “Houve aumento para deputados e juízes. Nós fomos obrigados a prejudicar nosso Natal porque não tivemos o 13°”, reclamou outro.
Faixas traziam frases como “Governador, o 13° salário não é carnê da Eletrozema”, em alusão às lojas de eletrodomésticos da família. O clima beligerante na porta da Assembleia chegou também ao plenário da Casa. Pouco antes do início da solenidade de posse dos deputados, servidores tentaram entrar no salão.