Educadores da rede municipal aceitaram reajuste salarial de 2,93% e aumento de R$45 no tíquete-alimentação em assembleia ontem, mas decidiram entrar com ação na Justiça
Foto/Neto Talmeli
Em assembleia na noite de ontem, os servidores municipais decidiram aceitar o tíquete-alimentação de R$500
Educadores da rede municipal aceitaram reajuste salarial de 2,93% e aumento de R$45 no tíquete-alimentação em assembleia ontem, mas decidiram entrar com ação na Justiça para cobrar a aplicação do índice integral concedido no reajuste do piso nacional do magistério. Já os servidores da Prefeitura acataram proposta de acréscimo de R$120 no vale-alimentação, porém reivindicam a continuidade das negociações ao longo do ano.
O presidente do Sindemu (Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba), Adislau Leite, afirma que a decisão da assembleia foi assegurar um reajuste salarial para também beneficiar os aposentados, embora o percentual seja menor do que os 11,36% aplicados no piso nacional do magistério. Ele salienta que o aumento no tíquete não beneficiaria os inativos.
Apesar da aceitação da proposta da Prefeitura, o sindicalista reforça que a categoria também deliberou pela abertura de ação judicial contra a Prefeitura para conseguir o percentual restante do índice aplicado no valor do piso nacional do magistério, o que corresponderia a mais 8,4%. “Vamos cobrar a diferença”, disse.
O líder sindical ainda salienta que a solicitação ao Executivo é manter aberta a mesa de negociação para tentar a concessão de outro índice de reajuste ao longo do ano, à medida que houver recuperação da receita do município. Ao todo, 86 educadores participaram da reunião ontem.
Já o presidente do SSPMU (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba), Luís Carlos dos Santos, afirma que a maioria dos presentes optou por acatar a proposta de aumento de R$120 no tíquete-alimentação.
Cerca de 200 pessoas participaram da assembleia. O sindicalista estima que 70% preferiu o acréscimo apenas no benefício; o restante queria o reajuste salarial de 2,93% e aumento no tíquete. Segundo o líder sindical, sequer entrou em discussão a possibilidade de deflagração de greve da categoria.
O funcionalismo também deliberou por continuar as negociações com o governo municipal e já deixou programada uma nova assembleia em julho para reavaliar a situação.