Durante paralisação ontem, Prefeitura fez duas contrapropostas, que foram rejeitadas pela categoria, que marcou nova assembleia
Foto/Neto Talmeli
Sindicalistas levaram as propostas aos servidores, que não aceitaram e propuseram reajuste de 6,37% nos salários e R$100 no tíquete-alimentação
Após paralisação de um dia, servidores da Prefeitura e educadores da rede municipal ameaçam entrar em greve por reajuste nos salários. O Executivo apresentou uma nova contraproposta ontem à categoria, mas não houve consenso e sindicalistas já convocaram assembleia para próxima semana para deliberar sobre o movimento grevista.
A mobilização reuniu aproximadamente 1.000 pessoas na porta do Centro Administrativo e o trânsito foi interditado no local porque os servidores ocuparam também a rua em frente do prédio.
A concentração começou às 8h. Logo depois, o prefeito Paulo Piau (PMDB) chamou os sindicalistas para negociação. Foram quase duas horas de reunião reservada e duas novas propostas foram apresentadas pelo Executiv aumento de R$120 no tíquete; ou acréscimo de R$45 no tíquete e um reajuste salarial de 2,93% – equivalente ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado de janeiro a abril de 2016. O governo argumentou que a legislação eleitoral estabelece que, em função do pleito municipal, somente é permitido conceder o percentual da inflação do atual exercício, ou seja, de 2016.
Assembleia foi realizada durante a paralisação, mas os servidores rejeitaram as duas propostas da administração municipal, ao som de vaias e também sob gritos de greve. Em contrapartida, o funcionalismo propôs um reajuste de 6,37% nos salários, mais aumento de R$100 no tíquete-alimentação.
A sugestão foi levada de volta à mesa de negociação com a equipe econômica da Prefeitura, desta vez sem a presença do prefeito, que viajou em função de agenda previamente programada em São Paulo. No entanto, a equipe financeira disse não haver condições de avançar além dos valores já oferecidos e apenas reiterou a proposta anterior.
Com isso, o SSPMU (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba) e o Sindemu (Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba) já convocaram ontem assembleia para a próxima terça-feira (26) para deliberar sobre a deflagração de greve geral do funcionalismo por tempo indeterminado.
Durante o ato, o presidente do Sindae, Jasminor Costa, também declarou publicamente que a negociação com a direção do Codau não havia avançado e adiantou que assembleia seria realizada também na próxima semana com os trabalhadores da autarquia para votar sobre greve da categoria.
Balanço. Para o presidente do SSPMU, Luís Carlos dos Santos, a participação da categoria foi positiva ontem e a expectativa é até triplicar o número, caso seja aprovada a deflagração da greve.
Já o líder do Sindemu, Adislau Leite, estima que 70% dos educadores aderiram à paralisação ontem e todas as escolas estavam representadas no ato.
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