POLÍTICA

Sindemu denuncia superlotação em unidades de educação infantil

Entidade diz ter percorrido oito Cemeis para verificar a situação e secretária diz que situação pode ser pontual, pois não foi comunicada do problema

Publicado em 10/07/2016 às 15:31Atualizado em 16/12/2022 às 18:10
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Sindicalistas denunciam superlotação em unidades de Educação Infantil da rede municipal. O grupo percorreu pelo menos oito escolas na última semana e constatou quadro insuficiente de educadores para o número de alunos. A Secretaria Municipal de Educação posiciona que a situação é pontual, pois nenhum problema foi comunicado pelos diretores até o momento.

De acordo com o presidente em exercício do Sindemu (Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba), Bruno Ferreira da Silva, são recorrentes as denúncias de superlotação nos Cemeis (Centros Municipais de Educação Infantil) e a diretoria resolveu verificar a situação in loco.

O sindicalista explica que existe legislação que estabelece o número de educadores necessário por total de alunos na Educação Infantil e o parâmetro não está sendo obedecido nas unidades fiscalizadas. Segundo ele, em um dos Cemeis foi constatada uma educadora infantil sozinha com mais de trinta crianças de dois anos de idade. Pela lei, seriam necessárias três educadoras nesta situação.

Ferreira pondera que problemas de superlotação foram verificados em todas as unidades visitadas na última semana. Ele ressalta que o caso é preocupante porque traz sobrecarga aos profissionais. O sindicato enviou documento à Secretaria de Educação para comunicar a situação e solicitar providências em caráter urgente para regularizar o quadro de professores, conforme o critério legal.

Outro lado. A secretária municipal de Educação, Silvana Elias, informa que ainda não teve acesso ao documento do sindicato e também ressalta que desconhece problemas de superlotação nas unidades de Educação Infantil, pois os gestores não relataram nenhum caso e nem encaminharam solicitação de mais profissionais à pasta.

De acordo com a titular da pasta, é necessário que os sindicalistas apontem o nome das unidades onde os problemas foram encontrados para verificar a situação. “Tem unidades que o gestor pode ter solicitado e está esperando o concurso ou que ocorreu um afastamento do profissional por curto período e foi realizado um remanejamento interno para suprir”, pondera.

No entanto, Silvana afirma que o caso apontado pelos sindicalistas se trata apenas de uma situação pontual. Ela cita que existem imprevistos que fogem ao controle, como o desfalque por causa da falta do funcionário ou a dispensa por questões de saúde no dia.

Além disso, a secretária argumenta que o momento de transição para substituir os contratados por servidores aprovados no concurso pode trazer algumas complicações temporárias. “Tínhamos contratos vencendo que já atingiram o tempo máximo de quatro anos e o concurso para chamar. Então, não faria sentido abrir um processo seletivo agora. Estamos numa fase de ajustes”, pondera.

A titular da Educação ainda pondera que existem fatores que dificultam o planejamento das contratações. Um dos pontos é que muitos pais não comparecem para fazer o cadastro escolar e a pasta não consegue ter um diagnóstico real da demanda em cada unidade.

Outra questão é a mobilidade social, com a mudança de famílias para novos loteamentos onde ainda não existem as escolas. Com isso, as unidades em bairros vizinhos precisam se adequar para atender a uma capacidade maior e receber as crianças transferidas.

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