Frequentes problemas no andamento da construção do Hospital Regional levantam suspeita de manobra da construtora Guia
Frequentes problemas no andamento da construção do Hospital Regional levantam suspeita de manobra da construtora Guia para conseguir aditivo no valor do contrato com a Prefeitura. Obras foram paralisadas novamente esta semana por causa do atraso no pagamento dos empreiteiros terceirizados e só foram retomadas ontem com o acerto das pendências. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria das Construções Imobiliárias, José Lacerda Sobrinho, ressalta que, desde o ano passado, são recorrentes as interrupções na obra por ausência de pagamento dos funcionários sob a justificativa de problemas financeiros enfrentados pela construtora. A situação, analisa Lacerda, pode estar sendo uma estratégia para pressionar a administração municipal a reajustar o valor previsto no contrato para execução da obra. “Os trabalhadores não podem ser massa de manobra para interesses econômicos da empresa. Isso vem se repetindo de forma consecutiva. Então, entendemos como correta a medida da Prefeitura de bloquear o pagamento até que a construtora regularize a situação”, afirma. De acordo com o sindicalista, a conduta adotada pela construtora alimenta ainda mais a suspeita de uso das paralisações para garantir o reajuste do contrato, pois, apesar do protesto dos terceirizados, a empresa não deveria ter dispensado os trabalhadores próprios na terça-feira (12). Desta forma, Lacerda adianta que acionará o Ministério Público e o Ministério do Trabalho para fiscalizar a atuação da construtora Guia, inclusive com a possibilidade de cobrar a rescisão indireta dos contratos de trabalho por causa dos atrasos no pagamento. “É melhor que a empresa se posicione sobre a impossibilidade de continuar o serviço e solicitar oficialmente o aditivo à Prefeitura do que usar desse artifício que prejudica os funcionários”, protesta. Ao todo, 60 trabalhadores voltaram ao serviço na quarta-feira (13) e a expectativa é estar com o quadro completo de 90 funcionários a partir de hoje, conforme o engenheiro responsável pela obra, Manoel Barata.