Funcionalismo público municipal espera pelo menos índice de reajuste igual ao do salário mínimo em 2016
Funcionalismo municipal espera pelo menos índice de reajuste igual ao do salário mínimo em 2016. A informação é do presidente do SSPMU (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba), Luís Carlos dos Santos, ressaltando que a pauta de reivindicações da categoria deverá ser protocolada somente no início de janeiro para análise do Executivo.
O líder sindical explica que os cálculos ainda estão sendo feitos para identificar o reajuste que será solicitado à Prefeitura. Segundo ele, a proposta deverá prever aumento real para a categoria na tentativa de evitar a defasagem dos salários do funcionalismo no primeiro ano após a entrada em vigor do novo plano de carreira.
Por outro lado, o sindicalista avalia que 2016 também deverá ser um ano difícil em termos de arrecadação. Por isso, a expectativa nas negociações é conseguir, pelo menos, o índice concedido para o salário mínimo. A partir de 1º de janeiro o mínimo subirá de R$788 para R$871, o que corresponde a um percentual em torno de 10%. “Como temos perdas salariais ao longo dos anos, vamos tentar conseguir alguma coisa mais [do que esse índice], apesar das dificuldades. Não podemos ter o plano de carreira defasado logo no primeiro ano. Mas, na pior das hipóteses, esperamos que seja repassado pelo menos o índice do mínimo”, argumenta.
A previsão inicial seria encaminhar a pauta de reivindicações com o pedido de reajuste ainda este ano, mas não houve prazo suficiente para convocar a assembleia e apresentar as demandas para a categoria. Com a aprovação do projeto que fixa a data-base do funcionalismo em março, Santos afirma que não terá problemas em adiar a discussão para o começo de 2016, logo após o recesso do ano-novo. “Vamos enviar a pauta para a Prefeitura no início de janeiro”, ressalta.
Já o Sindemu (Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba) protocolou a lista de solicitações da categoria este mês para análise do prefeito Paulo Piau (PMDB). A expectativa do presidente do órgão, Adislau Leite, é realizar a primeira rodada de negociações em janeiro.
Ao todo, 21 itens compõem o documento. As principais demandas são o aumento do tíquete-alimentação do funcionalismo municipal para R$600 e também o cumprimento integral do piso nacional do magistério. Apesar da revisão no plano de carreira do magistério e o incremento nos salários da categoria com a adequação da jornada de trabalho, o sindicalista afirma que os valores ainda estão abaixo do piso nacional, atualmente fixado em R$1.917,78 e com proposta de reajuste para R$2.135,64, em 2016.