O reajuste de 9% aprovado terça-feira desta semana, em plenário, para o funcionalismo da Câmara Municipal, não encontrou respaldo junto à diretoria recém-empossada do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba (SSPMU), que repudiou o ato. “Lamentamos profundamente que tenham tomado esta decisão, sendo que o sindicato apresentou uma pauta de reivindicações para os servidores do Legislativo que nem chegou a ser debatida”, reagiu Luís Carlos dos Santos, presidente da entidade que representa os trabalhadores da Prefeitura e da Câmara de Uberaba.
O sindicalista lista uma série de motivos para o repúdio. Um deles, pelo fato de o sindicato e a pauta de reivindicações terem sido ignorados. Outro motivo, segundo Luís Carlos, é o aumento muito aquém do que foi pedido. E para complicar ainda mais, o presidente do SSPMU lembra que havia um compromisso dos vereadores de apoiarem a entidade nas negociações com o prefeito Paulo Piau (PMDB).
A diretoria sindical pediu 17% de reajuste para todo o funcionalismo público municipal e, portanto, para os servidores dos poderes Executivo e Legislativo. “Estamos nos sentindo traídos, já que, ao aprovar um reajuste tão pequeno, a Câmara antecipa que não vai agir em defesa das reivindicações do pessoal da Prefeitura”, acrescenta Luís Carlos.
Ele diz ter ouvido do próprio presidente da Câmara, Elmar Goulart (PSL), a garantia de que o SSPMU seria respeitado e que o relacionamento entre as duas partes seria baseado no diálogo, na democracia e no respeito mútuo. “O discurso foi bonito, mas, na prática, aconteceu o contrário”, disparou Luís Carlos.