SSPMU (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais) convoca assembleia na próxima semana para deliberar sobre indicativo de greve com a categoria, mas tenta voltar à mesa de negociação com o prefeito Paulo Piau (PMDB) antes de paralisar atividades.
A assembleia do funcionalismo está marcada para o dia 30 de abril, quinta-feira. De acordo com o presidente do SSPMU, Luís Carlos dos Santos, a negativa do reajuste salarial e do tíquete-alimentação será apresentada à categoria para colocar em pauta a decisão sobre o indicativo de greve. O sindicalista afirma que já encaminhou ofício à Prefeitura e solicitou uma nova reunião com o chefe do Executivo a partir do dia 31 para levar a deliberação da categoria e tentar avançar na negociação salarial.
Caso o pedido não seja atendido ou não houver uma contraproposta ao funcionalismo, Santos informa que uma segunda assembleia já está marcada para o dia 3 de abril para os servidores definirem a data para o início da greve. “Entendemos as dificuldades financeiras do município, mas a categoria está três anos sem sequer a recomposição do índice da inflação”, argumenta.
Entidade cobra cumprimento de liminar que obriga convocação de concursados. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SSPMU) entrou com ação ontem para cobrar a nomeação dos aprovados no concurso público. A peça foi protocolada na 1ª Vara Cível de Uberaba. A entidade posicionou que existe uma ação civil pública em tramitação e já houve decisão liminar em primeira instância que determinou o desligamento dos funcionários contratados para a convocação dos aprovados no concurso. Entretanto, o município entrou com recurso e a questão ainda está sob análise.
Na ação apresentada ontem, o sindicato requereu à 1ª Vara Cível de Uberaba, responsável pelo processo, que acione o Tribunal de Justiça e obrigue o município a chamar os concursados.
O presidente do SSPMU, Luís Carlos dos Santos, defende o cumprimento da decisão liminar. Ele lembra que está em plena negociação salarial com o governo municipal e o Executivo declarou indisponibilidade financeira para concessão de qualquer reajuste à categoria. Na opinião do líder sindical, essa justificativa cai por terra a partir do momento em que o município mantém contratos irregulares com funcionários temporários.