O documento prevê a reposição da inflação de 18,15% dos últimos dois anos e o aumento real de 5%, além de reajuste no tíquete-alimentação de R$500 para R$620
Foto/Neto Talmeli
Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Luís Carlos dos Santos, espera agora o agendamento para negociação
Pauta de revindicações do funcionalismo foi protocolada ontem para análise do Executivo. O documento conta com 18 itens para a campanha salarial deste ano. A expectativa dos sindicalistas é fechar a negociação com Prefeitura até março.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba (SSPMU), Luís Carlos dos Santos, agora espera que o agendamento da primeira rodada de negociações com o prefeito Paulo Piau (PMDB) seja feito o mais breve possível.
A categoria solicita reajuste em torno de 23%, sendo 5% de aumento real e 18,15% referente à variação da inflação nos últimos dois anos. Além disso, o funcionalismo quer incremento do tíquete-alimentação de R$500 para R$620 e a manutenção da liberação do crédito no cartão, no dia 7 de cada mês. Outra reivindicação é a manutenção do plano de saúde dos servidores, pois o contrato com a atual operadora termina no dia 31 deste mês.
Ainda no documento encaminhado ao governo municipal, é cobrado o pagamento das verbas rescisórias aos servidores aposentados ou que deixaram os cargos na administração pública. A proposta é negociar para estabelecer um prazo máximo de dois meses para realizar o acerto. O atraso foi denunciado diversas vezes no ano passado e até resultou em denúncia no Ministério Público.
Participação do funcionalismo na escolha do presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais (Ipserv) também foi reivindicada na pauta da categoria. A proposta seria o governo municipal apresentar um projeto de lei que garanta ao sindicato a indicação de uma lista tríplice com nomes de servidores efetivos para ocupar o cargo, o que embasaria a escolha do prefeito.
Já a lista de demandas dos educadores da rede municipal foi protocolada em dezembro, para análise do Executivo. A categoria quer reajuste de 16,04% em 2017. O índice abrange 8,4% que seriam referentes às perdas salariais de 2016 e 7,64% do aumento do piso salarial nacional para este ano. Outra solicitação é subir o tíquete-alimentação para R$600.
Sindae. Por outro lado, ainda não foi fechado o índice de reajuste e nem as demais solicitações dos trabalhadores do Codau para a campanha salarial em 2017. De acordo com o presidente do sindicato que representa a categoria, Jasminor Francisco da Costa, a pauta deverá ser concluída na próxima semana e submetida à assembleia.