POLÍTICA

SME espera cumprir piso do magistério em 90 dias

A proposta é continuar o diálogo com a categoria e acompanhar a evolução das receitas nos próximos três meses

Publicado em 02/03/2013 às 00:42Atualizado em 19/12/2022 às 14:26
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Embora reajuste salarial dos servidores já tenha sido definido, a Secretaria Municipal de Educação quer continuar a discussão sobre o cumprimento do piso nacional do magistério com sindicalistas. A proposta é continuar o diálogo com a categoria e acompanhar a evolução das receitas nos próximos três meses para verificar a possibilidade de atender à solicitação ainda este ano. No entanto, a titular da Educação, Silvana Elias, argumenta que o debate é em termos de complementação do salário e não de estabelecer o piso como salário-base da categoria. De acordo com a secretária, há 334 professores da rede municipal com remuneração inferior ao piso do magistério, considerando o valor proporcional à carga horária do município. “Gostaríamos de ter pago isso já, mas temos clareza que nesse momento fizemos o possível. Seria irresponsabilidade conceder um percentual maior agora”, avalia.   Desta forma, Silvana promete que o diálogo com o Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba (Sindemu) permanecerá aberto nos próximos noventa dias e será mantido um monitoramento rigoroso da arrecadação para verificar se existe margem para uma valorização real do segmento.   Por outro lado, a diretoria do Sindemu manifestou insatisfação quanto ao posicionamento da Prefeitura. Conforme material publicado pelos sindicalistas, desde a gestão passada a Prefeitura faz uma manobra sobre o pagamento proporcional do piso e usa hora/relógio ao invés de hora/aula no cálculo do salário para encobrir o descumprimento da lei do piso salarial. Por isso, o Sindicato discorda da justificativa da atual administração de que apenas 334 educadores estarão com salário abaixo do piso nacional, após o reajuste de 6%.   Para o presidente do Sindemu, Adislau Leite, praticamente todos os educadores estão recebendo abaixo do mínimo estabelecido por lei.  Além disso, ele argumenta que há recursos suficientes no Fundeb para pagar corretamente os professores. “Mostrem todas as contas e vamos tirar a prova”, desafia.

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